Em uma sociedade cada vez mais conectada, o uso de dispositivos eletrônicos tem se tornado parte integrante do cotidiano de crianças e adolescentes, influenciando diretamente suas formas de interação, comunicação e aprendizagem. No contexto educacional, essa presença constante das telas tem despertado crescente preocupação entre educadores e pesquisadores, sobretudo no que se refere aos impactos do uso excessivo desses recursos no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos estudantes.
Diversos estudos apontam que a exposição prolongada a dispositivos eletrônicos pode afetar negativamente a atenção, a concentração, a memória, a qualidade do sono e a saúde mental, fatores essenciais para o bom desempenho escolar. Observa-se, ainda, que muitos adolescentes passam horas significativas em frente às telas, seja utilizando redes sociais, jogos eletrônicos ou consumindo conteúdos digitais, o que tem contribuído para hábitos pouco saudáveis e para a redução da participação ativa em sala de aula. Nesse contexto, torna-se elementar a necessidade de discutir o uso consciente e equilibrado da tecnologia dentro e fora do ambiente escolar.
Frente dessa realidade, o presente evento será desenvolvido com o foco de contemplar esses tantos impactos do uso excessivo de telas no processo de aprendizagem de adolescentes, promovendo a discussão e a conscientização sobre os riscos associados ao uso indiscriminado desses dispositivos. A proposta busca estimular ainda a reflexão crítica dos estudantes por meio de estratégias pedagógicas interativas, como dinâmicas, jogos educativos e rodas de conversa, favorecendo a construção de hábitos mais saudáveis.
Assim, ao ser apresentado no XXIII Simpósio de Pedagogia – XXIII SIMPED, este Simpósio pretende contribuir para o debate educacional contemporâneo, evidenciando a importância de práticas pedagógicas que considerem os desafios digitais atuais e promovam o desenvolvimento integral dos educandos.
O crescente uso de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes tem provocado intensos debates no campo educacional, especialmente no que se refere aos impactos do uso excessivo de telas no processo de aprendizagem. Em uma sociedade marcada pela presença constante da tecnologia, observa-se que o tempo prolongado de exposição a celulares, jogos eletrônicos e redes sociais tem interferido negativamente na atenção, na concentração, no sono e na saúde mental dos estudantes, comprometendo seu desempenho acadêmico e seu desenvolvimento integral.
Pesquisas apontam que o uso recreativo excessivo de telas pode gerar prejuízos cognitivos e emocionais significativos. Desmurget (2021) alerta que jovens entre 13 e 18 anos chegam a ultrapassar sete horas diárias de exposição a telas, o que levanta questionamentos sobre os efeitos da chamada “revolução digital” no desenvolvimento cerebral. De forma complementar, Dunckley (2015) destaca que o excesso de estímulos digitais provoca alterações nos mecanismos de recompensa do cérebro, exigindo níveis cada vez maiores de estímulo para gerar satisfação, o que pode favorecer quadros de dependência.
Além disso, estudos recentes publicados no Journal of Neuroscience (2022) indicam que o uso excessivo de telas afeta negativamente a aprendizagem, a memória, a regulação emocional e o funcionamento social. Diante desse cenário, justifica-se a realização deste projeto e sua apresentação no XXIII Simpósio de Pedagogia – SIMPED, como forma de promover reflexões críticas e subsidiar práticas pedagógicas que auxiliem educadores no enfrentamento dos desafios digitais contemporâneos, contribuindo para a construção de hábitos mais saudáveis no contexto escolar.

