
O curta-metragem Corpos Santos, dirigido por Hítallo Torquato e Amanda Rosa, conquistou o prêmio de Melhor Filme na mostra Origens – curtas universitários goianos na 24ª Goiânia Mostra Curtas. Produzido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Cinema e Audiovisual da UEG, o filme foi realizado em parceria com o CriaLab|UEG e contou com a colaboração de estudantes e egressos da universidade.
A premiação se destacou entre 1.235 filmes inscritos para as mostras competitivas, dos quais 75 foram selecionados pela curadoria. Ao todo, 16 filmes foram premiados, em uma programação que reuniu produções de todas as regiões do Brasil.
Cinema entre o sagrado e o humano

Com linguagem surrealista e abordagem sensorial, Corpos Santos investiga as relações entre religiosidade, sexualidade e identidade queer. A obra aposta em uma construção poética e simbólica para convidar o público a refletir sobre os corpos que transitam entre o sagrado e o humano.
O filme é resultado das pesquisas e reflexões desenvolvidas pelos realizadores em torno dessas questões, traduzidas em uma proposta estética autoral. O reconhecimento na Goiânia Mostra Curtas destaca o trabalho experimental desenvolvido no contexto da formação universitária em cinema.
O curta-metragem constrói uma trajetória marcante no circuito nacional de festivais. Selecionado para o Festival Rio LGBTQIA+, um dos mais importantes eventos dedicados ao cinema e à cultura LGBTQIAPN+ da América Latina, o filme foi exibido no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB|RJ), uma das maiores referências culturais do país, e também acumula prêmios e indicações em outras mostras.
Produção coletiva e parceria com o CriaLab|UEG

A realização de Corpos Santos mobilizou mais de 60 pessoas, entre estudantes e egressos da UEG e outros colaboradores. O projeto teve 45 dias de pré-produção e três diárias de filmagem, em um processo marcado pela criatividade diante do orçamento reduzido e dos prazos acadêmicos.
Além da parceria com o CriaLab|UEG, a produção contou com a estrutura e a colaboração dos laboratórios Experimental de Cinema e Arte (Entre-imagens|UEG), de Memória Audiovisual (Luminav|UEG), e de Imagem e Som (LIS|UEG), vinculados ao curso de Cinema e Audiovisual da universidade, e das produtoras Sentido Oeste Filmes, Setup Filmes, DuLuna Produções e Dafuq Filmes.
A trilha sonora original é assinada pela musicista Geórgia Cynara, docente do curso de Cinema e Audiovisual da UEG. O trabalho coletivo evidencia a contribuição da infraestrutura universitária e da colaboração entre profissionais em formação para a realização de projetos autorais no audiovisual brasileiro.
Trajetória dos realizadores

Hítallo Torquato é multiartista, formado em Artes Dramáticas pela Escola do Futuro em Artes Basileu França e graduando em Cinema e Audiovisual pela UEG, onde atua como diretor de cena do CriaLab|UEG. O diretor afirma que busca na realização audiovisual alcançar seus sonhos: “Pelo segundo ano consecutivo, um filme meu recebe o prêmio de Melhor Filme da Mostra Origens, na Goiânia Mostra Curtas. E isso me faz pensar que talvez eu não esteja tão distante daquilo que um dia sonhei. Ainda tenho muito a aprender e a construir, mas tenho experimentado minha arte de um lugar cada vez mais honesto, profundo e verdadeiro.”
Amanda Rosa, oriunda do oeste baiano, é graduada em Cinema e Audiovisual pela UEG e atua como diretora, diretora de arte, roteirista, professora e artista visual. Em parceria, os dois realizadores desenvolvem obras marcadas pela pesquisa estética e pelo diálogo entre corpo, memória e sagrado.
Entre os trabalhos anteriores da dupla estão Relicário (2024), exibido no Festival Internacional de Cinema de Goiânia, na Mostra Visões de Futuro do FICA 2025 e no DIGO Festival; Depois do Amém (2025), vencedor de Melhor Filme na Mostra Origens da Goiânia Mostra Curtas; e Depois que o Telefone Tocar (2024), premiado como Melhor Filme pelo Voto Popular no Festival Lumiar, no Ceará.
A conquista de Corpos Santos na 24ª Goiânia Mostra Curtas reforça a presença da produção da UEG no circuito de festivais e evidencia o potencial da parceria entre realizadores, estudantes, egressos e estruturas de produção da universidade para desenvolver obras de identidade própria.
(Comunicação Setorial|UEG, com informações do CriaLab|UEG)