Discentes do 1º período do curso de Engenharia Agrícola do Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual de Goiás (CET|UEG) visitaram, no dia 6 de maio, o Museu Casa de Cora Coralina, transitando entre saberes e sabores, atravessando arquivos sensíveis vivos na Cidade de Goiás: ruas de pedra, rio, janelas, paredes antigas, húmus e um olhar outro, aberto ao mundo, à feminilidade vivaz e às diferenças que tensionam os pensamentos provincianos historicamente habitantes de Goiás.
De acordo com o professor Andre Luiz, docente do curso de Engenharia Agrícola e coordenador da ação, "a visita constituiu uma experiência tecno-poética entre memória, território e linguagem, onde os espaços da cidade revelaram não apenas marcas históricas, mas modos de sentir, perceber e narrar a vida. Entre becos, pontes e silêncios, a presença de Cora Coralina permaneceu atravessando a paisagem e os corpos, como uma poesia inscrita no cotidiano".
Os discentes também tiveram o prazer de participar de uma rica conversa com o professor Dr. Rafael Lino Rosa, pesquisador que se dedica às manifestações e produções culturais quaresmais da Cidade de Goiás, que apresentou, de maneira sensível e instigante, a história da cidade e a trajetória de Cora Coralina como narrativas que se cruzam e se atravessam, abrindo caminhos ao mundo, à palavra e à poesia. A conversa mobilizou reflexões sobre multiplicidades, memórias, ideias e formas de fé que emergem dos becos da cidade, atravessam seus espaços históricos e alcançam o mundo por meio da literatura, da cultura e das experiências coletivas.
Na percepção de Ana Luiza Nascimento Cardoso, uma das alunas participantes da atividade, Cora Coralina representa um “símbolo de liberdade e força feminina”, alguém que, “em meio ao cheiro de açúcar queimado e doce de figo, escrevia versos sobre a saudade, a pobreza, as mulheres simples e a alma do povo goiano”. Já para Cauã Monteiro Barbosa, também do 1º período do curso de Engenharia Agrícola, “a visita trouxe uma nova perspectiva sobre a vida de Cora Coralina, mostrando que sua importância vai muito além da literatura, sendo também um símbolo de resistência e força”.
De acordo com o discente Douglas Gonçalves de Aguiar, a sensação ao chegar à Cidade de Goiás, foi diferente de qualquer outro lugar que já visitou. "As ruas de pedra faziam a gente andar mais devagar quase como se a cidade pedisse calma para observar tudo ao redor”, relata.
O professor Andre Luiz conta que a viagem foi muito importante para a formação dos acadêmicos do curso, pois "a relação de Cora com a Cidade de Goiás intensifica muito a importância da poesia e de um entendimento de uma goianidade, que não está condicionada ao provincianismo goiano".






(Comunicação Setorial|UEG)