Entre os dias 15 e 18 de abril, acadêmicos do 3º e 7º períodos do curso de Educação Física da Unidade Universitária de Porangatu participaram de uma série de visitas técnicas em Brasília. A atividade integrou as disciplinas de Estágio III e Educação Física e Inclusão, sob coordenação do prof. Dr. André Beltrame, e teve como principal objetivo a capacitação dos discentes para atuação em contextos formais e não formais voltados a pessoas com deficiência.
A programação incluiu visitas à Universidade de Brasília (UnB), onde os estudantes participaram de palestra e oficina com o prof. Dr. Juarez Sampaio, abordando autismo e Educação Física, além de vivências práticas e discussões teóricas sobre desenvolvimento neurotípico e o papel das práticas corporais na linguagem. Ainda na UnB, a profa. Dra. Ingrid Wiggers conduziu uma visita ao Centro de Memória da Faculdade de Educação Física, onde os acadêmicos tiveram acesso a documentos históricos da área.
Na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), vinculada à Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), os estudantes conheceram espaços de formação continuada e o funcionamento da Revista Com Censo. A atividade incluiu apresentações dos professores Patrícia Nazário, David Lobato e André Arantes, que detalharam processos formativos e editoriais voltados à educação pública.
O encerramento da programação ocorreu no Centro de Treinamento em Educação Física Especial (Cetefe), onde os discentes vivenciaram práticas de rúgbi em cadeira de rodas, sob orientação do prof. Paulo Higino e sua equipe, em uma experiência voltada ao esporte adaptado e à inclusão.
De acordo com o professor André, a visita foi uma experiência de grande valor acadêmico e profissional. "O contato direto com o Cetefe proporcionou uma lição valiosa sobre acessibilidade e o potencial transformador do esporte adaptado, indo muito além da teoria dos livros. Na Eape, circulando suas dependências e conhecendo sua organização interna e profissionais, saímos não apenas com novos conhecimentos técnicos, mas com a certeza de que estamos formando profissionais mais sensíveis, preparados e apaixonados pela democratização do movimento humano", afirmou.
Entre os estudantes, a avaliação também foi positiva. Carla Pereira Vieira, discente do 7º período, ressaltou a importância da atividade para sua formação. "Tive a oportunidade de compreender e ampliar minha visão e repertórios para pensar nas pessoas com transtorno do espectro autista, as formas de intervir, de colaborar para que avancem dentro dos níveis do transtorno", destacou. "Todos esses espaços foram marcantes, tive a oportunidade também de perceber os recursos que temos direito enquanto universidade pública – que estamos muito longe de chegar a ter –, e que tudo depende de nós, acadêmicos, reivindicar e fazer valer ter todos esses espaços para estudos", completou Carla.




(Comunicação Setorial|UEG)