Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás
Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás
×
  • A+
  • A
  • A-
  • Contraste Padrão
  • Contraste Amarelo
  • Contraste Azul
  • Contraste Preto
  • Ouvidoria
  • e-SIC
  • Compliance
  • SIC
  • Agenda de Autoridades
  • Acessibilidade
  • Webmail
  • ADMS
  • Institucional
    • Quem somos
    • Conselhos Superiores
    • Reitoria
    • Pró-Reitorias
    • Institutos Acadêmicos
    • Legislação
    • Administração
    • Carta de Serviços
  • Ensino
    • Pró-Reitoria de Graduação
    • Graduação
    • Educação a Distância
    • Pós-graduação
  • Pesquisa
    • Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação
    • Pesquisa e Inovação
    • Ética em pesquisa
    • Iniciação Científica
    • Editora UEG
  • Extensão
    • Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis
    • Ações de Extensão
    • Cultura e Esportes
    • Assuntos Estudantis
  • Estude Conosco
    • Nossa Universidade
    • Formas de Ingresso
    • Sistema de Cotas
    • Processos Seletivos
    • Núcleo de Seleção
    • Nossos Cursos
  • Cursos
    • Instituto Acadêmico de Ciências Agrárias e Sustentabilidade
    • Instituto Acadêmico de Ciências da Saúde e Biológicas
    • Instituto Acadêmico de Ciências Sociais Aplicadas
    • Instituto Acadêmico de Ciências Tecnológicas
    • Instituto Acadêmico de Educação e Licenciaturas
  • Câmpus
  • Alunos
  • Professores
  • Servidores
  • Acesso à Informação
Unidade universitária de Itumbiara
  • Institucional
    • Missão & Princípios
    • Onde estamos
    • Nossa estrutura
    • Nossos Servidores
    • Informativo Pedagógico
    • Estude na UEG - Itumbiara
    • Vestibular
    • Fale conosco
  • Cursos
    • Ciências Econômicas
    • Educação Física (Licenciatura/Bacharelado)
    • Enfermagem
    • Farmácia
    • Medicina
    • Vídeos institucionais
  • Espaço Acadêmico
    • Guia Acadêmico
    • Informativo Pedagógico
    • Calendário Acadêmico
    • Manual de Trabalhos Acadêmicos
    • Carta de Serviços UEG
    • Tire suas dúvidas
    • Serviços
  • Projetos & Legislação
    • Projetos de Extensão
    • Projeto de Pesquisa
    • Legislação e Documentos
    • Regimento Geral UEG
    • Estatuto Geral UEG
    • Normas sobre Graduação
    • Normas sobre Docentes
    • Normas sobre Discentes
  • Departamentos
    • Secretaria acadêmica
    • Biblioteca
    • Serviço social
  • Institucional
    • Missão & Princípios
    • Onde estamos
    • Nossa estrutura
    • Nossos Servidores
    • Informativo Pedagógico
    • Estude na UEG - Itumbiara
    • Vestibular
    • Fale conosco
  • Cursos
    • Ciências Econômicas
    • Educação Física (Licenciatura/Bacharelado)
    • Enfermagem
    • Farmácia
    • Medicina
    • Vídeos institucionais
  • Espaço Acadêmico
    • Guia Acadêmico
    • Informativo Pedagógico
    • Calendário Acadêmico
    • Manual de Trabalhos Acadêmicos
    • Carta de Serviços UEG
    • Tire suas dúvidas
    • Serviços
  • Projetos & Legislação
    • Projetos de Extensão
    • Projeto de Pesquisa
    • Legislação e Documentos
    • Regimento Geral UEG
    • Estatuto Geral UEG
    • Normas sobre Graduação
    • Normas sobre Docentes
    • Normas sobre Discentes
  • Departamentos
    • Secretaria acadêmica
    • Biblioteca
    • Serviço social

Compliance

Agenda de Autoridades

Acessibilidade

Webmail

ADMS

Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás
Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás Logomarca: Universidade Estadual de Goiás
  • Institucional
    • Quem somos
    • Conselhos Superiores
    • Reitoria
    • Pró-Reitorias
    • Institutos Acadêmicos
    • Legislação
    • Administração
    • Carta de Serviços
  • Ensino
    • Pró-Reitoria de Graduação
    • Graduação
    • Educação a Distância
    • Pós-graduação
  • Pesquisa
    • Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação
    • Pesquisa e Inovação
    • Ética em pesquisa
    • Iniciação Científica
    • Editora UEG
  • Extensão
    • Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis
    • Ações de Extensão
    • Cultura e Esportes
    • Assuntos Estudantis
  • Estude Conosco
    • Nossa Universidade
    • Formas de Ingresso
    • Sistema de Cotas
    • Processos Seletivos
    • Núcleo de Seleção
    • Nossos Cursos
C
C
C
C
A-
A
A+
  • Câmpus/Unidades
    • Câmpus / Unidades
    • Câmpus Central - Sede: Anápolis - CET - Henrique Santillo
      • Unidade Universitária de Anápolis - CSEH - Nelson de Abreu Júnior
      • Unidade Universitária de Ceres
      • Unidade Universitária de Goianésia
      • Unidade Universitária de Jaraguá
      • Unidade Universitária de Luziânia
      • Unidade Universitária de Pirenópolis
      • Unidade Universitária de Silvânia
    • Câmpus Metropolitano - Sede: Aparecida de Goiânia
      • Unidade Universitária de Goiânia - ESEFFEGO
      • Unidade Universitária de Goiânia - Laranjeiras
      • Unidade Universitária de Inhumas
      • Unidade Universitária de Senador Canedo
      • Unidade Universitária de Trindade
    • Câmpus Nordeste - Sede: Formosa
      • Unidade Universitária de Campos Belos
      • Unidade Universitária de Posse
    • Câmpus Cora Coralina - Sede: Cidade de Goiás
      • Unidade Universitária de Itaberaí
      • Unidade Universitária de Itapuranga
      • Unidade Universitária de Jussara
    • Câmpus Sul - Sede: Morrinhos
      • Unidade Universitária de Caldas Novas
      • Unidade Universitária de Ipameri
      • Unidade Universitária de Itumbiara
      • Unidade Universitária de Pires do Rio
    • Câmpus Sudoeste - Sede: Quirinópolis
      • Unidade Universitária de Edéia
      • Unidade Universitária de Jataí
      • Unidade Universitária de Mineiros
      • Unidade Universitária de Santa Helena de Goiás
    • Câmpus Oeste - Sede: São Luís de Montes Belos
      • Unidade Universitária de Iporá
      • Unidade Universitária de Palmeiras de Goiás
      • Unidade Universitária de Sanclerlândia
    • Câmpus Norte - Sede: Uruaçu
      • Unidade Universitária de Crixás
      • Unidade Universitária de Minaçu
      • Unidade Universitária de Niquelândia
      • Unidade Universitária de Porangatu
      • Unidade Universitária de São Miguel do Araguaia
  • Cursos
    • Instituto Acadêmico de Ciências Agrárias e Sustentabilidade
    • Instituto Acadêmico de Ciências da Saúde e Biológicas
    • Instituto Acadêmico de Ciências Sociais Aplicadas
    • Instituto Acadêmico de Ciências Tecnológicas
    • Instituto Acadêmico de Educação e Licenciaturas
    Graduação
    BACHARELADO
    • Agronomia
    • Engenharia Agrícola
    • Engenharia Florestal
    • Medicina Veterinária
    • Zootecnia
    TECNOLÓGICO
    • Agroecologia
    • Agroindústria
    Pós-Graduação
    MESTRADO
    • Engenharia Agrícola
    • Produção Animal e Forragicultura
    • Produção Vegetal
    Graduação
    BACHARELADO
    • Biomedicina
    • Enfermagem
    • Farmácia
    • Fisioterapia
    • Medicina
    LICENCIATURA
    • Ciências Biológicas
    • Educação Física
    TECNOLÓGICO
    • Estética e Cosmética
    Pós-Graduação
    MESTRADO
    • Ambiente e Sociedade
    • Ciências Aplicadas a Produtos para Saúde
    • Pós-graduação Profissional Nacional em Rede em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos
    • Recursos Naturais do Cerrado (RENAC)
    DOUTORADO
    • Recursos Naturais do Cerrado (RENAC)
    Graduação
    BACHARELADO
    • Administração
    • Ciências Contábeis
    • Ciências Econômicas
    • Cinema e Audiovisual
    • Design de Moda
    • Direito
    • Turismo
    • Turismo e Patrimônio
    TECNOLÓGICO
    • Gastronomia
    • Logística
    • Mineração
    Pós-Graduação
    MESTRADO
    • Gestão, Educação e Tecnologias
    • Pós-graduação Profissional Nacional em Rede em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação
    Graduação
    BACHARELADO
    • Arquitetura e Urbanismo
    • Engenharia Civil
    • Química Industrial
    • Sistemas de Informação
    LICENCIATURA
    • Química
    TECNOLÓGICO
    • Redes de Computadores
    • Sistemas Para Internet
    Pós-Graduação
    MESTRADO
    • Ciências Moleculares
    DOUTORADO
    • Química
    Graduação
    BACHARELADO
    • Psicologia
    LICENCIATURA
    • Física
    • Geografia
    • História
    • Letras Português/Inglês
    • Matemática
    • Pedagogia
    Pós-Graduação
    MESTRADO
    • Educação
    • Educação, Linguagem e Tecnologias
    • Ensino de Ciências
    • Estudos Culturais, Memórias e Patrimônios
    • Geografia
    • História
    • Língua, Literatura e Interculturalidade
    • Territórios e Expressões Culturais no Cerrado
    DOUTORADO
    • Educação, Linguagem e Tecnologias
    • Territórios e Expressões Culturais no Cerrado
  • Alunos
  • Professores
  • Servidores
  • Acesso à Informação
Unidade universitária de Itumbiara
  • Institucional
    • Missão & Princípios
    • Onde estamos
    • Nossa estrutura
    • Nossos Servidores
    • Informativo Pedagógico
    • Estude na UEG - Itumbiara
    • Vestibular
    • Fale conosco
  • Cursos
    • Ciências Econômicas
    • Educação Física (Licenciatura/Bacharelado)
    • Enfermagem
    • Farmácia
    • Medicina
    • Vídeos institucionais
  • Espaço Acadêmico
    • Guia Acadêmico
    • Informativo Pedagógico
    • Calendário Acadêmico
    • Manual de Trabalhos Acadêmicos
    • Carta de Serviços UEG
    • Tire suas dúvidas
    • Serviços
  • Projetos & Legislação
    • Projetos de Extensão
    • Projeto de Pesquisa
    • Legislação e Documentos
    • Regimento Geral UEG
    • Estatuto Geral UEG
    • Normas sobre Graduação
    • Normas sobre Docentes
    • Normas sobre Discentes
  • Departamentos
    • Secretaria acadêmica
    • Biblioteca
    • Serviço social
  • Página Inicial ›
  • Notícias

Ponte para a transformação

  • Pesquisa
  • UEG Mulher
  • Mulheres na Ciência

Durante a pandemia, enquanto o mundo discutia vacinas em meio a uma avalanche de desinformação, a professora Andreia Juliana Rodrigues Caldeira, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), sentiu que algo precisava mudar. Foi nesse contexto que ela começou a usar suas próprias redes sociais como ferramenta de divulgação científica. Não ainda como estratégia institucional, mas como uma necessidade imediata. “Para a gente, que já tinha isso como instinto, foi mais natural. Mas quando eu comecei nas minhas redes, estava desesperada. Eu disse: vou estudar sobre vacina porque eu não estou aguentando mais ouvir tanta desinformação.”

O que começou como reação, logo virou ação planejada. Com a divulgação nas redes sociais, vieram as reuniões virtuais com outras pesquisadoras espalhadas pelo Brasil. E, por fim, um projeto estruturado que hoje mobiliza mais de 100 mulheres em vários estados brasileiros: o Coletivo Mulheres Cientistas em Rede – Igualdade de Gênero e Caminhos para Sustentabilidade, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O projeto nasceu oficialmente em novembro de 2024, com execução prevista até 2027 e investimento de quase R$ 1,4 milhão. Mas, para Andreia, ele começou muito antes, como uma inquietação pessoal. “A ciência precisa ter finalidade social”, afirma.

Bióloga de formação e geneticista da área vegetal, Andreia sempre esteve próxima da aplicação prática da pesquisa. “Eu sou de uma área considerada dura, mas sempre trabalhei com uma genética aplicada. Sempre estive muito próxima da Agronomia, do melhoramento genético. E melhoramento tem um fim: melhorar o produto. E melhorar produto é atender a uma demanda da comunidade. Então eu já tinha esse pensamento. A ciência precisa ter finalidade social!", reitera.

Essa visão orienta o Coletivo de Mulheres Cientistas em Rede desde a sua origem: ciência feita com escuta ativa, devolutiva qualificada às comunidades e impacto na vida das pessoas.

Enxergando o muro

A professora Andréia Juliana reconhece que, por muito tempo, a universidade esteve enclausurada. O diálogo com a sociedade era tímido, quase protocolar. Existia um muro simbólico entre quem produzia conhecimento e quem vivia a realidade cotidiana. A lógica silenciosa instalada era: “Eu sou pesquisador. Você não é.”

Essa separação foi se aprofundando ao longo dos anos. E a pandemia escancarou o problema. A avalanche de desinformação, os ataques às universidades públicas, a disseminação de fake news sobre ciência mostraram que não bastava produzir conhecimento de excelência. Era preciso comunicar de forma adequada. Era preciso devolver.

Uma inquietação que para Andreia surgiu até mesmo de antes. O ponto de virada ocorreu em um projeto desenvolvido no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia. A pesquisadora investigava o consumo de plantas medicinais por pacientes em tratamento de quimioterapia.

Sua equipe, que incluía estudantes de Farmácia, começou a observar um comportamento preocupante. Os pacientes faziam sessões de quimioterapia, utilizando medicamentos de alta complexidade tecnológica, desenvolvidos após anos de pesquisa científica. No entanto, ao chegar em casa, tomavam chás indicados por vizinhos, familiares ou conhecidos, sem qualquer orientação técnica. Muitos desses pacientes estavam imunossuprimidos. E algumas plantas poderiam interferir na ação dos medicamentos, reduzir sua eficácia ou até provocar reações adversas. Para a Andreia, ficava o questionamento: como alguém podia confiar plenamente em um tratamento de alta tecnologia e, ao mesmo tempo, não ter informação básica sobre interações medicamentosas?

Ali soou o alarme e surgiu uma clareza. Não bastava produzir ciência. Era preciso construir pontes, conversar com as pessoas. O papel do pesquisador não podia terminar na publicação de um artigo científico, pois ele também pressupõe responsabilidade social: toda pesquisa precisa ter devolutiva.

Essa inquietação a levou, em 2018, a Portugal, onde realizou estágio pós-doutoral com foco em divulgação científica. Na Universidade do Porto, ela trabalhou com segurança alimentar, especificamente com o parasita Anisakis, um verme associado ao consumo de pescado cru. O problema era semelhante ao observado no hospital de Goiás: muitas pessoas consumiam peixe cru acreditando ser uma prática saudável, sem conhecimento dos riscos de contaminação e das doenças associadas, como anisaquíase, provocada pelo parasita presentes em peixes. Mais uma vez, a constatação se repetia: não adianta produzir conhecimento sem devolvê-lo de forma clara e eficiente para a população.

A mudança nos editais

Nos últimos anos, aquilo que antes era iniciativa individual passou a ser exigência institucional. Hoje, praticamente todos os editais de fomento avaliam o plano de divulgação científica do projeto. Não é mais opcional. É critério de análise. Além disso, a curricularização da extensão reforçou a necessidade de interação com a sociedade, mudando a lógica: não basta pesquisar, é preciso comunicar. Apesar disso, Andreia reconhece que a barreira ainda não foi completamente derrubada. Ainda há pesquisadores que permanecem distantes da sociedade. Mas os que se aproximaram perceberam algo importante: a pesquisa melhora quando a comunidade participa.

Perspectiva feminina

A presença das mulheres tem impulsionado avanços significativos na ciência e ampliado o olhar crítico sobre quem ocupa os espaços acadêmicos, questionando ausências e desigualdades. Hoje, as universidades já contam com políticas públicas e ações afirmativas, e o Coletivo Mulheres Cientistas em Rede adota a perspectiva feminina como um de seus pilares de debate e transformação.  

O grupo reúne 60 pesquisadoras-base, envolvidas nacional e internacionalmente, e uma ampla rede que inclui, além da UEG, dez instituições de ensino públicas e particulares nos estados de GO, RJ, SP, PR e SC, duas universidades dos Estados Unidos, além de parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e poderes públicos municipais. 

Quando o projeto foi submetido ao CNPq, um dos pontos que chamou a atenção da autarquia foi justamente o fato de não haver homens na coordenação central. A proposta era clara: o espaço seria voltado ao protagonismo feminino. Isso não significa ausência de parceiros homens - eles existem e colaboram em diversas frentes técnicas e científicas, mas o princípio estruturante do projeto é dar visibilidade às mulheres, fortalecer lideranças femininas e garantir que elas estejam à frente da coordenação e da narrativa.

Se um homem aparece em determinada temática, ele participa como colaborador, não como eixo central. A professora Andreia Juliana destaca que a atuação do coletivo tem contribuído, inclusive, para que pesquisadores da UEG percebam a necessidade de incluir cada vez mais meninas em seus projetos. "Eu percebi que falar sobre mulheres ajuda as pessoas a começarem a olhar ao redor e perceber: ‘Ah, mas aqui tem pouca mulher’. A mesma coisa é, por exemplo, o caso da pessoa de baixa renda. E nesse projeto, o edital prevê muita inserção pensada na questão socioeconômica, de raça e gênero”, diz.

Coordenação-geral

A coordenação do projeto parte da UEG, com atuação direta da profa. Andreia Juliana, que se divide entre salas de aula e laboratórios dos cursos de Farmácia e Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Produtos Aplicados para a Saúde (PPG-Caps|UEG), além dos trabalhos de campo, principalmente na bacia do Araguaia. É nesse território que o coletivo intensifica sua atuação, articulando parceiros institucionais e comunitários, sobretudo por meio do Programa Araguaia Vivo, onde a professora coordena uma das frentes voltadas à mobilização e sensibilização de atores locais - comunidades, poder público e escolas -, em torno de ações de sustentabilidade socioambiental.

O Coletivo Mulheres Cientistas em Rede trabalha com duas vertentes centrais: a pauta das mulheres e a sustentabilidade. Ambos os eixos são articulados sob o tema “Igualdade de gênero como caminhos para a sustentabilidade”, partindo do entendimento de que a promoção da equidade é condição fundamental para o desenvolvimento sustentável.

No eixo “Caminho para a sustentabilidade”, as ações estão organizadas em dois subeixos: Meio Ambiente e Saúde. No subeixo Meio Ambiente, são desenvolvidos projetos com a participação de pesquisadoras em frentes como educação ambiental, diagnósticos e levantamentos de campo. As iniciativas abrangem desde pesquisa de base até a aplicada, muitas delas em articulação com o Programa Araguaia Vivo.

Há  uma integração entre diferentes projetos e bolsas. No âmbito do Araguaia Vivo, por exemplo, bolsistas vinculadas ao Coletivo Mulheres passaram a atuar na produção científica, enquanto o programa contribui com apoio logístico, como o pagamento de diárias. Há bolsistas do CNPq vinculadas à UEG, incluindo participantes em Aruanã, professoras regentes e estudantes da UEG que também integram iniciativas como o Programa de Pesquisa em Biodiversidade Araguaia (PPBio Araguaia) e o Programa Ecológico de Longa Duração Araguaia (PELD Araguaia), configurando uma ampla rede colaborativa. O trabalho conta ainda com a participação de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) e de um grupo ampliado da área da saúde, que atua, entre outros espaços, no PPG Caps|UEG. 

Na área da saúde, tem sido desenvolvido material específico para discutir a saúde da mulher, tanto no que diz respeito às cientistas que atuam na área quanto aos impactos das trajetórias acadêmicas na sua qualidade de vida. A avaliação do grupo é de que as exigências da carreira científica, somadas às responsabilidades sociais e familiares historicamente atribuídas às mulheres, produzem efeitos diretos na saúde física e mental das pesquisadoras, tornando o debate sobre equidade também uma questão de bem-estar e sustentabilidade institucional. “A maternidade é um dos desafios enfrentados pelas mulheres na ciência, que precisam administrar diferentes demandas e percalços ao longo da trajetória acadêmica”, destaca Andreia. 

Clubes de Ciências - expansão em Goiás e outros estados

Além de estar estruturado por eixos temáticos, o coletivo está organizado territorialmente para fortalecer a comunicação com as comunidades por meio de clubes de ciências. A iniciativa integra o eixo da equidade de gênero, embora dialogue com todas as frentes do projeto, e aposta na formação científica de meninas, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

Em Goiás, foram implantados cinco núcleos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Goiânia, Aruanã e Pirenópolis. Cada núcleo é constituído a partir de uma escola pública parceira, geralmente situada em regiões periféricas ou socialmente vulnerabilizadas. A estrutura inclui pelo menos uma professora bolsista, responsável por orientar alunas bolsistas de Iniciação Científica Júnior (IC Júnior).

Em Anápolis, o clube funciona no Colégio Estadual Professor José Abdalla, com um grupo  composto por 14 alunas de IC Júnior e duas professoras. Em Aruanã, o núcleo reúne 15 meninas e três professoras bolsistas, abrangendo três escolas - uma indígena, uma de tempo integral e uma de ensino fundamental e médio. 

Além dos cinco núcleos goianos, o projeto expandiu-se para outros estados. Há clubes de ciências em Jaboticabal (SP), Curitiba (PR) e Blumenau (SC), cada um com uma professora bolsista e seis alunas. Também foi criado um clube no interior da Bahia e estão em fase final de estruturação dois clubes no Rio de Janeiro, que deverão contar com duas professoras e seis estudantes. No Rio, um dos destaques é a implantação de um clube dentro de uma comunidade indígena, fora do ambiente escolar, reunindo meninas de diferentes escolas - uma proposta que amplia o acesso e a inclusão.

Semeando o amanhã 

A rede de clubes recebe o nome “Sementes do Amanhã”, e cada núcleo adota um subnome próprio, fortalecendo a identidade das participantes e a compreensão da ciência como prática integradora.

A participação no projeto é obrigatoriamente vinculada à concessão de bolsa. No caso da Iniciação Científica Júnior, destinadas a alunas da educação básica, a coordenação optou por atender 75 meninas ao longo de 24 meses, priorizando continuidade e impacto social. Incluindo essas e considerando bolsas destinadas a professoras de educação básica, Profissional de Nível Superior, Pós-Doutorado Júnior e Iniciação Científica (graduação), o projeto mantém atualmente 103 bolsas ativas.

Apesar de seguirem uma estrutura comum, os clubes variam em dimensão e organização conforme a realidade local. Cada núcleo desenvolve uma temática específica alinhada aos eixos do projeto e constrói sua própria dinâmica de trabalho, embora sigam um mesmo rito científico. A proposta é assegurar que uma estudante de Goiás, do Paraná ou da Bahia vivencie o mesmo percurso de formação, baseado em método, sistematização e acompanhamento contínuo.

O modelo prevê orientação docente, definição de problemas de pesquisa, desenvolvimento de atividades práticas, registro sistemático das etapas e socialização dos resultados. A padronização metodológica garante unidade à rede, enquanto a autonomia local é assegurada. 

O primeiro ano foi dedicado à aproximação das meninas com o universo da ciência. O objetivo foi despertar interesse e construir repertório. Nesse período, foram realizadas ações e projetos experimentais, atividades práticas introdutórias, visitas técnicas, participação em eventos científicos e produção de materiais e experiências colaborativas. 

Já o segundo ano é voltado à execução de projetos estruturados. Cada clube define uma temática central e, dentro dela, cada bolsista de Iniciação Científica Júnior desenvolve um plano de trabalho individual. São Paulo, por exemplo, deve trabalhar com a temática das alterações climáticas e protagonismo feminino, enquanto Anápolis terá como provável foco as plantas do Cerrado. Ao final dos 24 meses, cada bolsista entrega um relatório de produtividade. A proposta é de fato formar futuras cientistas, mostrando que a ciência não é aleatória, mas tem método, rigor e sistematização.

Integração com a graduação

Há também a articulação entre bolsistas de Iniciação Científica Júnior e as de Iniciação Científica da graduação. Em Anápolis, por exemplo, alunas da Engenharia Agrícola da UEG desenvolvem um projeto sobre espécies do Cerrado (eixo da sustentabilidade), trabalhando temas como dormência de sementes, germinação, nutrientes e processos fisiológicos. As estudantes da educação básica acompanham rotineiramente esse processo, participando das atividades práticas e compreendendo a aplicação real da pesquisa.

Além dos projetos, os clubes vão organizar visitas a laboratórios da UEG e a instituições como Emater e Embrapa, fazer contato com bancos de germoplasma e encontros com pesquisadoras possam servir de referência e inspiração. “Entramos em contato com pesquisadoras importantes que possam ser um espelho para elas”, afirma a profa. Andreia Juliana. 

Para quem participa do projeto, esse contato direto com o meio científico abre novas perspectivas sobre o futuro. Integrante do Clube de Ciências do Colégio José Abdalla, a estudante Emily Natália, do 3º ano do ensino médio, conta que, recentemente, participou da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e visitou laboratórios e espaços acadêmicos da UFG. Saiu convicta de que meninas também pertencem aos espaços da ciência e podem ocupar a liderança na produção do conhecimento:

"Para mim, significa ocupar um espaço que, por muito tempo, não nos foi incentivado. A gente não estuda só ciência; a gente constrói uma rede de apoio e descobre que a nossa voz tem um impacto real no mundo. É poder apresentar nossos projetos, trabalhos e resultados e trocar conhecimentos com outros pesquisadores, mostrando que a ciência é viva e colaborativa. Não estávamos lá apenas como espectadores, mas também como parte viva da produção daquele projeto.

Hoje me vejo como uma protagonista da minha própria história e o projeto me deu segurança de entender que posso, sim, ser uma cientista e uma líder! Participar desses eventos é reafirmar que o futuro das ciências também é feminino, e eu já comecei a construir meu futuro nessa área; me vejo como uma semente que está florescendo. E me percebo como uma protagonista que não caminha sozinha, mas que entende a responsabilidade de representar outras meninas"

Cursando o 2º ano do ensino médio integrado ao curso técnico de Programação de Jogos Digitais, a estudante Ágata de Assis de Oliveira conta que conheceu o projeto logo no início do ano letivo e decidiu se inscrever imediatamente. “Todas as experiências que a gente teve durante o tempo que estou no projeto foram ótimas”, diz, destacando entre os aprendizados o contato com conhecimentos sobre plantas medicinais e saberes ligados ao meio ambiente.

“A gente conseguiu trocar ideia com pessoas na ciência que disseram o quanto o meio ambiente, as plantas medicinais, principalmente, eram incluídas no nosso dia a dia e na nossa cultura e muitas vezes as pessoas ignoravam e não sabiam como utilizá-las da forma correta. Além disso, participar desse coletivo é muito importante, inspirador para mim, acho que para todas as meninas do projeto, porque a gente consegue se ver como protagonista. A gente consegue enxergar que tem um papel importante na ciência.”

As professoras bolsistas do colégio também destacam o privilégio de integrar o projeto e de possibilitar a participação das estudantes nas atividades. “Está sendo uma experiência muito enriquecedora para mim, como mulher na ciência, ver o olho das meninas brilharem em relação a todas as atividades que elas realizam e a cada descoberta”, afirma a professora Andressa Gabriele.

Além de fortalecer o protagonismo feminino nas áreas das Ciências da Natureza, o projeto também estimula as estudantes a refletirem sobre seu papel, observa a profa. Juliana Rodrigues. “Tem sido gratificante vê-las, por meio da ciência, ocupando o seu espaço na sociedade”, enfatiza.

Circuito de webinários

A partir deste mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, será lançado um circuito nacional de webinários com duas frentes: webinários com mulheres cientistas e webinários protagonizados pelas meninas dos clubes de ciência. Os encontros serão gravados, disponibilizados no YouTube e também transformados em podcast, ampliando o alcance do conteúdo. As temáticas incluirão apresentação do projeto e das pesquisadoras; desafios da carreira científica; maternidade e ciência; políticas públicas; direitos das mulheres; e fortalecimento do papel feminino na ciência.

Leia a continuidade desta reportagem em: "Araguaia: onde a ciência encontra o território"

 

(Lucimeire Santos|Comunicação Setorial|UEG)

 

Notícia publicada em 06/03/2026

Notícias relacionadas

  • UEG realiza programação especial em celebração ao Dia da Mulher
  • Araguaia: onde a ciência encontra o território
  • Estudo revela distribuição global de árvores do gênero Crudia
  • LÉIA|UEG lança questionário sobre uso pedagógico de IA
  • UEG realiza coletas de dados socioambientais em Aruanã

Institucional

  • DGI
  • Núcleo de Seleção
  • Avaliação Institucional
  • Relações Externas
  • Convênios
  • Agência de Inovação
  • CEAR

Serviços

  • Webmail
  • Boletos de Serviços
  • Consulta de processos
  • Contratos
  • Chamamento Público
  • Licitação
  • Anais de eventos
  • Certificados
  • Editais
  • SAFF

Comunicação

  • Ouvidoria
  • e-SIC
  • Acesso a informação
  • Rádio UEG Educativa
  • UEG TV
  • Comunicação Setorial
  • Lista telefônica
  • Agenda de autoridades
  • Publicações
  • Fale com o reitor

Nos Acompanhe

  • Facebook
  • Flickr
  • Youtube
  • Instagram
Universidade Estadual de Goiás. Todos os direitos reservados.