
Entre os dias 16 e 21 de junho, a Cidade de Goiás será o palco de uma imersão no futuro do audiovisual. Como parte da programação do FICA 2026 (Festival de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás), o 5º Encontro das Escolas de Cinema do Brasil Central reunirá acadêmicos, profissionais e estudantes para debater as transformações das narrativas audiovisuais em um mundo hiperconectado.
Promovido pelo curso de Cinema e Audiovisual da UEG e pelo CriaLab|UEG, o evento deste ano traz o tema “Cinema Líquido”. A proposta dialoga diretamente com a temática central do FICA 2026 — “Água e clima no Brasil das nascentes” — ao traçar um paralelo com o conceito de "modernidade líquida" de Zygmunt Bauman.
Na sua quinta edição, o Encontro consolida-se como um espaço vital para o fortalecimento da produção audiovisual na região central do país, promovendo o intercâmbio entre instituições como o Forcine (Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual) e a ABTU (Associação Brasileira de TVs Universitárias), tornado o FICA um espaço estratégico e fundamental também para a discussão sobre a formação em cinema e audiovisual no Brasil Central.
O evento conta com a realização da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO) e com a correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Fundação RTVE.
O Conceito: Audiovisual sem Fronteiras
A edição de 2026 convida o público a pensar o audiovisual além da sala escura. Se antes o cinema era um objeto estável e duradouro, hoje ele se manifesta como uma experiência fragmentada, multiplataforma e de contornos instáveis. Partindo do conceito de Zygmunt Bauman, que pensa uma vida, uma modernidade e o amor líquidos, com todas as fronteiras borradas, o audiovisual também deixou de ser um objeto estável, projetado numa sala escura para uma audiência imóvel. Ele hoje é uma experiência fragmentada, remixada, multiplataforma, sem contornos definidos. O que antes era rígido e durável torna-se fluido, provisório, escorregadio. "Pensar o audiovisual em sua versão líquida é refletir sobre a convergência e a multiplicidade, onde as fronteiras entre cinema, redes sociais e televisão tornam-se porosas", destaca o prof. Marcelo Costa, coordenador do evento.
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