
Obra do prof. Rafael de Almeida
A Universidade Estadual de Goiás (UEG) integrará também a programação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) 2026 com a exposição coletiva “O que a terra lembra”, por meio do Laboratório Experimental de Cinema e Arte (Entre-Imagens), coordenado pelo prof. Rafael de Almeida, docente do curso de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (PPG Teccer|UEG).
A mostra reúne 24 artistas, coletivos e pesquisadores vinculados à UEG, Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto Federal de Goiás (IFG) e Universidade Federal de Jataí (UFJ), com o objetivo de fortalecer o diálogo entre produção artística, pesquisa e formação universitária. A iniciativa também integra as ações do PPG Teccer e celebra os 20 anos do curso de Cinema e Audiovisual da UEG.
Instalada no Museu das Bandeiras (Muban), na Cidade de Goiás, a mostra será aberta ao público em 18 de junho e permanecerá em cartaz até 20 de setembro. Com curadoria de Matteo Bergamini, a exposição traz reflexões sobre pertencimento, memória, imaginação e experiência humana.
A mostra apresenta fotografias, vídeos, pinturas, desenhos, instalações e trabalhos híbridos que tomam a terra como ponto de partida para pensar as múltiplas formas de relação entre indivíduos, comunidades e paisagens. Ao reunir artistas de diferentes gerações e trajetórias, “O que a terra lembra” constrói um percurso que passa por recordações, afetos, ancestralidades, transformações sociais e modos de habitar o mundo.
Museu das Bandeiras
A exposição estabelece ainda um diálogo entre a produção artística contemporânea e a memória material presente no próprio Museu das Bandeiras, um dos edifícios históricos mais emblemáticos de Goiás. Nesse encontro, obras de diferentes linguagens aproximam experiências individuais e coletivas, convidando o público a pensar sobre as histórias, os vínculos e os imaginários que continuam a moldar a vida no Cerrado.
“Esta mostra é infinitamente atual porque infindável é a matéria que lhe dá forma: a terra como lugar de pertencimento, conceito-palavra e abrigo de uma ventura humana que continua há milhares de anos, replicando-se em camadas de memórias e prosseguindo em sua própria viagem por ideias, amores e lutas”, afirma o curador Matteo Bergamini.
Dessa forma, ao reunir obras que transitam entre documento e imaginação, observação e fabulação, a exposição propõe um olhar sobre a terra não só como um espaço físico, mas também como lugar de criação, memória e reinvenção. Entre paisagens rurais e urbanas, referências à cultura popular, saberes tradicionais, espiritualidades, questões ambientais e experiências íntimas, os trabalhos revelam diferentes formas de compreender a relação
Para o prof. Rafael de Almeida, a mostra ressalta a contribuição da UEG para a formação de artistas, pesquisadores e realizadores que atuam em diferentes campos da cultura brasileira. Entre os participantes estão estudantes, egressos e professores do curso de Cinema e Audiovisual, bem como pesquisadores e artistas ligados ao PPG Teccer.
Ficha técnica
A curadoria é de Matteo Bergamini. A organização geral e produção ficam a cargo de Isabella Brito, Matheus Pires, Milena d’Ayala e Rafael de Almeida. A expografia é assinada por Isabella Brito, enquanto a montagem é realizada por Matheus Pires. O projeto gráfico é de Rafael de Almeida e a logística de Milena d’Ayala. A realização é do Entre-imagens, do curso de Cinema e Audiovisual da UEG, do PPG Teccer|UEG e do Muban.
Artistas participantes
Obras de Ralyanara Freire e Entre-Imagens (à dir.)
Adriano Monteiro e Rafaela Blanch Pires; Camilla Dumas; Coletivo História Natural de Goyaz; Emilliano Freitas; Entre-imagens; Glayson Arcanjo; Gustavo Marques; Helder Antonio; Isabella Brito; Josana Peixoto e Flávio Ayres; Luca Fraietta; Lucas Dias; Mariana do Vale Moura; Marcus Vinicius Diniz; Matheus Fleuri; Matheus Pires; Murilo Ribeiro; Rafael de Almeida; Ralyanara Freire; Rondinelli Linhares; Thallys Gomes; Valdson Ramos; Vivi Persan; Yan Gabriel.
Outras participações no Fica 2026
Além da realização da exposição “O que a terra lembra”, o Laboratório Experimental de Cinema e Arte (Entre-Imagens|UEG) também participa de mostras competitivas do Fica 2026 com três produções selecionadas para a Mostra Internacional Washington Novaes e a Mostra Cinema Goiano: "Cidão”, "Cratera" e "Goiânia: notas pendulares sobre a metrópole”.
Já o filme “A curva do rio”, dirigido por Kassio Pires, abre oficialmente o festival em sua primeira exibição no Brasil. Tal produção, que é resultado de um trabalho de conclusão de curso (TCC) defendido em 2022 no curso de Cinema e Audiovisual da UEG, teve sua estreia mundial em fevereiro deste ano, no 20º Festival de Curtas de Madagascar (Madagascourt), na mostra "À Chacun Son Cinéma", dedicada a obras autorais que exploram identidades, territórios e linguagens singulares no cinema contemporâneo.
Produzido em 2024 com recursos da Lei Paulo Gustavo por meio da Secretária de Cultura do Estado de Goiás (Secult-GO), A "Curva do rio" explora a construção da identidade do interior do Brasil e sua pluralidade. Nascido na cidade de Itumbiara, o diretor constrói uma narrativa na qual sua avó, Anair, uma senhora de 60 anos conversa com o Rio Paranaíba, revelando porque tem tanto medo de suas profundezas. A protagonista representa o processo de retorno e reencontro com as raízes que permeiam a narrativa. O rio, por sua vez, age como metáfora para esse referencial de pertencimento, especialmente para os jovens que saem do interior e de alguma forma sentem o desterro.
Outros docentes do curso de Cinema e Audiovisual da UEG também integram a programação do Fórum Horizontes do Fica 2026. Na quarta-feira, 17, o painel “Fora do circuito: cineclubes, plataformas comunitárias e outros caminhos para o cinema que não cabe no multiplex” terá a mediação do professor Sandro de Oliveira e a participação da professora Ceiça Ferreira.
Ela integrou a Comissão de Seleção do festival e participa ainda do painel “A potência das águas: mulheres no audiovisual do Centro-Oeste”, juntamente com a cineasta e roteirista Lidiana Reis (egressa da primeira turma do curso) e outras pesquisadoras e profissionais do audiovisual goiano.
Debate na Casa Território
Além das atividades expositivas e audiovisuais, o professor Rafael de Almeida participará da mesa de debate “Palavraimagem – territórios da fabulação”, promovida pela Casa Território. O encontro será realizado no dia 18 de junho, a partir das 16h30. A atividade integra a programação da Casa Território, plataforma cultural dedicada à convivência, à criação, à formação e à circulação de ideias.
Serviço - Laboratório Entre-Imagens|UEG no Fica
Exposição: “O que a terra lembra”
Abertura: 18 de junho, com visitação até 20 de setembro
Local: Museu das Bandeiras (Muban) - Cidade de Goiás (GO)
Entrada: gratuita
Debate “Palavraimagem – territórios da fabulação”
Local: Casa Território - Casarão Cultural Rosinha do Brejo - Cidade de Goiás (GO)
Entrada: gratuita
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(Comunicação Setorial|UEG)