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Ofir: matemática e robótica dão forma a ideias inventivas no Cerrado

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A robótica como ponto de partida para criar, experimentar e aprender. É com esse propósito que se desenvolve a Olimpíada de Formação Inventiva com Robótica (Ofir), realizada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Promovida pelo Câmpus Sudoeste, com sede em Quirinópolis, a iniciativa reúne estudantes, professores e a comunidade em torno de projetos que utilizam a inovação como ferramenta para investigar problemas, propor soluções e estimular novas formas de pensar e produzir conhecimento.

A ideia nasceu de uma inquietação antiga do professor Marcos Roberto Silva, coordenador da Ofir e docente do curso de Matemática em Quirinópolis. Com mais de duas décadas de atuação na educação básica, ele aponta um limite recorrente: “Muitas vezes, o estudante não tem liberdade para produzir algo diferente, porque há um currículo rígido a ser seguido e os professores ficam engessados nesse currículo”. A olimpíada surge, então, como uma forma de experiência prática. “A proposta da Ofir é provocar a produção de novidades e, ao mesmo tempo, servir como território em que as pessoas possam compartilhar essas produções e o que elas conseguem fazer de diferente”, ressalta.

O projeto, segundo o professor, foi amadurecido a partir de sua trajetória acadêmica, principalmente durante o doutorado e o pós-doutorado. No pós-doutorado, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o docente lançou o livro Educação Matemática Inventiva, publicado pela Editora UEG. Na obra, ele defende a ideia de que as relações com os conhecimentos matemáticos e objetos técnicos podem ir além da simples representação da realidade, provocando também a criação e o desenvolvimento de novidades. Nesse contexto, ressalta, a robótica surge como um dispositivo com potencial para promover experiências e produtos carregados de originalidade. “Com a Ofir, podemos defender, mais uma vez, que o poder da matemática e dos dispositivos robóticos é intensificado quando vamos além dos limites da representação do que já existe, a ponto de nos inventarmos a nós mesmos em meio à produção de novidades”, diz. 

Mundos inventivos 

Professor Marcos Roberto acompanha participantes da Ofir no Laboratório de Matemática do Câmpus Sudoeste|UEG

“Todo o conhecer produz um mundo”, reflete o professor Marcos Roberto, sintetizando a ideia de que o mundo se constitui a partir do conhecimento. "Assim como o mundo das abelhas é formado pelos saberes das próprias abelhas e o das formigas pelo conhecimento das formigas, o mundo humano também se constrói por meio daquilo que se conhece. Então, a gente trabalha com a ideia de produzir mundos inventivos. Daí o propósito de usar a matemática para gerar conhecimento e a robótica para produzir coisas diferentes”. 

Ao ingressar no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências (PPEC|UEG) e passar a atuar como orientador, o professor Marcos Roberto encontrou, entre seus orientandos, uma mestranda com experiência prévia em olimpíadas convencionais de robótica. Vinda da área de biologia, Leila Miguel da Costa Furtunato de Lima tinha interesse em desenvolver uma pesquisa voltada a essas competições.

Desse encontro surgiu um ponto de inflexão: nas competições convencionais, os desafios já chegam prontos e cabe às equipes apenas resolvê-los – um modelo que, para para o professor, limita as possibilidades de criação. Foi aí que propôs à orientanda um caminho diferente. “Leila, a gente pode, sim, desenvolver um produto de mestrado com potencial de provocar a produção de novidades em uma olimpíada diferente de robótica, em que todos possam participar, sem deixar ninguém para trás, independentemente da faixa etária, localidade, nível de conhecimento prévio ou classe social”, recorda.

Dessa conversa nasceu o Guia do Participante Ofir, publicado pela Editora UEG, concebido como um “dispositivo com potencial de provocar a produção de novos conhecimentos em projetos inovadores e originais”. Paralelamente, orientador e orientanda passaram a estruturar uma olimpíada que rompesse com os formatos tradicionais. E assim começou a ser delineada a Ofir, com o propósito de estimular a autoria, a investigação e a construção de caminhos próprios. Uma ação que potencializou o projeto foi a criação do site oficial da Ofir, desenvolvido pelo mestrando Djalma Francisco da Silva Araújo como produto de pesquisa no âmbito do PPEC|UEG, também sob orientação do professor Marcos. O trabalho tem previsão de lançamento pela Editora da UEG.

Tudo começa na pergunta

O primeiro movimento é a formação das equipes, sem restrição por faixa de idade, seguida da criação de identidade (nome e logomarca) dos projetos. Depois, vem a escolha do tema. O guia do participante sugere mais de 30 possibilidades, que vão de robótica e meio ambiente a estética, agricultura, pecuária, gastronomia, entre outros. “O bom projeto é aquele que nasce de uma necessidade, uma problematização. Se o menino sai de casa para a escola e no caminho percebe que alguma coisa pode ser feita para melhorar esse trajeto – de repente coletar um lixo na rua, tapar um buraco –, isso pode originar um projeto de robótica”, explica o professor.

A dinâmica envolve a construção de maquetes e o desenvolvimento de robôs autônomos capazes de executar tarefas diversas: seguir trajetos, desviar de obstáculos, identificar cores, transportar objetos, emitir sons ou até realizar apresentações artísticas. “Mas a Olimpíada não é somente sobre montar e programar robôs. É sobre utilizá-los na produção de um mundo melhor. A gente fala até isso no plural: na produção de mundos diferentes! Que por sua vez, emergem como efeito de ações e práticas éticas e estéticas de uma política cognitiva corporificada nas experiências que pulsam e vibram na composição de possibilidades outras”, teoriza o prof. Marcos.

Assim como em 2025, a participação na Ofir 2026 será gratuita e ocorrerá de forma on-line, com envio de vídeos pelo perfil da Ofir no Instagram. O evento está ligado ao projeto de pesquisa “Matemática Aplicada à Robótica e às Ciências (Marc)”, vinculado ao mestrado em Ensino de Ciências, de Anápolis, e ao curso de Matemática de Quirinópolis, como projeto de extensão universitária.

Embora haja premiação, com medalhas, troféus e menções honrosas, o objetivo principal não é definir um campeão. A proposta, na prática, é provocar o que o professor Marcos Roberto denomina “CPD: Campo de Produção de Diferença”, no qual o estudante inventa a si mesmo enquanto aprende com suas próprias criações. 

Esse percurso é acompanhado por ações educativas. A Ofir oferece semanas de formação em robótica, com oficinas, palestras e rodas de conversa, incluindo participação de pesquisadores e instituições parceiras. Parte dessas atividades é realizada pelo canal da Ofir no YouTube; outra parte ocorre presencialmente, sobretudo por meio do trabalho de bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). “Os pibidianos conseguiram fazer isso com excelência, porque, como cumprem a carga horária na escola, eles orientam os alunos presencialmente no local”, destaca o professor. Aos sábados, o Laboratório de Ensino de Matemática da UEG, em Quirinópolis, também se torna ponto de encontro para o desenvolvimento dos projetos. “Eu não vou dizer que aqui vira uma bagunça, mas fica bem caótico. Vêm várias pessoas, inclusive crianças, e é cada um montando um projeto”, completa.

Números e alcance

Na primeira edição, realizada em 2025, a Ofir reuniu 22 equipes de 12 instituições, incluindo escolas estaduais, colégios militares, rede particular e ensino superior de cidades goianas e de outros estados, totalizando mais de 100 participantes diretos. Foram emitidos cerca de 200 certificados, considerando também as atividades de formação. O site da olimpíada ultrapassou 4,1 mil acessos, e o perfil no Instagram alcançou, no pico do evento, mais de 240 mil visualizações orgânicas.

O engajamento dos próprios participantes teve papel importante. “Quando chegou o pico do evento, os ‘ofirdianos’ se envolveram muito. Eles gravaram vídeos pedindo voto, pedindo ao pessoal para participar, fizeram realmente a defesa dos projetos e foi muito interessante vê-los com esse engajamento”, relembra o prof. Marcos.

Cerrado como território de invenção

Na interlocução com o Cerrado, a Ofir encontra uma de suas bases mais férteis. No Câmpus Sudoeste, essa abordagem é fortalecida por um projeto interdisciplinar do Pibid, que reúne estudantes de Matemática, Biologia e Letras. Ao tratar de problemas locais, como incêndios, degradação ambiental, cuidado animal ou uso de recursos naturais, os estudantes articulam conhecimentos científicos com problematizações do cotidiano. “Quando uma equipe pensa em combater incêndios no Cerrado, isso não fica restrito àqueles cinco alunos. Eles ampliam essa discussão para a escola, para a família e para as redes sociais”, sublinha o professor.

Entre os exemplos recebidos na primeira edição da Ofir estiveram:

  • Semeadura e preservação do Cerrado: a equipe “The Best Programs”, do Colégio Estadual Dr. Onério Pereira Vieira, de Quirinópolis, desenvolveu um protótipo de robô focado na distribuição de sementes nativas para reflorestamento, integrando tecnologia e conservação ambiental. O projeto ficou em terceiro lugar na edição;
  • A equipe “Lego 9¾”, do Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Antônio Gomes da Frota, de Goiânia, desenvolveu para a Ofir um projeto voltado à segurança nuclear. O robô criado foi projetado para atuar na manipulação e monitoramento de materiais radioativos, evitando a exposição humana à contaminação;
  • Combate a incêndios florestais: outra equipe do Colégio Estadual Dr. Onério Pereira Vieira apresentou um robô chamado “Robológica”, desenvolvido como aposta para o enfrentamento de queimadas e redução da exposição humana em áreas de risco, principalmente equipes do Corpo de Bombeiros;
  • Proteção de ecossistemas: o grupo de acadêmicos “Eco Guardians” trabalhou com estratégias de conservação ambiental, ainda que tenha ficado fora da lista de finalistas;
  • A equipe “Nemoandos”, formada por acadêmicos de Matemática, desenvolveu um dispositivo robótico para alimentação automatizada de peixes. Utilizando impressão 3D, o projeto permite programar a liberação de ração em intervalos definidos. A solução foi pensada para situações em que o responsável se ausenta, garantindo o cuidado contínuo dos animais. O trabalho deve originar um TCC na área;
  • Cuidado com animais: o projeto “Personalego”, do Cepi Carlos Alberto de Deus, também de Goiânia, propôs um sistema automatizado para monitoramento e alimentação de rebanhos, com foco em práticas de manejo;
  • Sustentabilidade e energia: estudantes do Cepi Independência, de Quirinópolis, desenvolveram uma maquete com materiais recicláveis e captação de energia solar, incluindo dispositivos em funcionamento, que ficou com o vice-campeonato na primeira edição da Ofir.

A escola e a universidade

Apresentação da equipe "Robológica" no Colégio Estadual Dr. Onério Pereira Vieira, de Quirinópolis

A Ofir é também um espaço de aproximação entre a universidade e comunidade. Ao permitir a participação mista, a competição dissolve algumas fronteiras. Equipes podem ser formadas por integrantes de diferentes níveis de ensino. Na primeira edição, inclusive, os três melhores projetos vieram da educação básica, o que, segundo o prof. Marcos, demonstra o potencial inventivo desses estudantes quando têm espaço para experimentar. Além disso, a iniciativa tem impacto direto na formação de professores. Os bolsistas do Pibid envolvidos na orientação dos projetos vivenciam práticas pedagógicas diversificadas e ampliam suas experiências com metodologias ativas voltadas à produção de novidades.

Materais de uso cotidiano, como papelão e palitos de picolé, usado para a produção das invenções 

O estudante Kaik Gomes Rodrigues, aluno do 3º período do curso de Matemática de Quirinópolis, trabalhou no núcleo interdisciplinar e acompanhou de perto a equipe "The Best Programs", que desenvolveu o robô dispensador de sementes de fácil germinação em áreas degradadas do Cerrado. “Trabalhamos com alunos do 7º ano, que desenvolveram robôs, maquetes (mundos inventivos) e apresentações que visam a preservação do Cerrado. O projeto foi importante para trazer um certo protagonismo ao aluno quando se trata do estudo da matemática. Eles puderam desenvolver suas ideias com total autonomia", ressalta. “Como bolsista do Pibid, essa experiência agregou ao nos mostrar outros caminhos para ensinar a matemática, e como podemos fazer isso de forma atrativa, abrindo um leque de possibilidades para termos melhores resultados”, enfatiza. 

A estudante Thaís Borges Lacerda Rios, também do 3° período do curso, destaca os impactos dessa vivência em sua trajetória: 

"Ser bolsista do Pibid expandiu meus horizontes ao proporcionar uma imersão real no cotidiano escolar. Experiências como o projeto para a Ofir 2025 foram enriquecedoras, gerando resultados potentes tanto para nossa formação docente quanto para o aprendizado dos alunos. Compreendi que ser professora, ou 'tia', como carinhosamente nos chamam, vai além da transmissão de conceitos teóricos, exige um olhar humanizado e uma capacidade constante de adaptação para acolher a pluralidade de saberes e as limitações presentes em sala de aula."

Thaís trabalhou com os alunos do 7° ano do Colégio Dr. Onerio Pereira Vieira na criação do “Robológica”, idealizado para o combate a incêndios florestais. 

Produção científica e projeto vencedor da 1ª edição

A equipe organizadora já submeteu artigos científicos a periódicos qualificados, incluindo um trabalho geral que sistematiza a experiência da primeira edição. O trabalho “Educação Matemática Inventiva com Robótica no Pibid: uma abordagem interdisciplinar na preservação ambiental” será apresentado no seminário institucional do Pibid, que será realizado entre 31 de maio e 3 de junho, na Unidade Universitária de Pirenópolis da UEG.  

As experiências resultaram também na publicação de livros híbridos pelos alunos de Matemática (Matemática com robótica: fauna e Matemática com robótica: flora). O material será utilizado em escolas públicas durante as ações práticas do projeto de extensão “Matemática com robótica: interfaces entre UEG e educação básica". 

Já por meio do projeto de pesquisa Marc, a meta é transformar cada trabalho em um estudo mais detalhado. O trabalho vencedor da primeira edição, de Uberlândia (MG), já foi estruturado como artigo e submetido para publicação. Desenvolvido por estudantes do 6º e 7° anos do Colégio Batista Mineiro, o projeto utilizou a robótica para auxiliar na aprendizagem de números inteiros, conteúdo que costuma gerar dificuldades entre os alunos. A equipe "Matrix Math" criou um cenário em que o robô realizava movimentos para frente e para trás, representando operações com números positivos e negativos. De forma prática e interativa, os estudantes associaram conceitos matemáticos à programação e ao raciocínio lógico. A inventividade, a contextualização pedagógica e a aplicação da robótica no processo de aprendizagem conquistaram os jurados e garantiram o primeiro lugar da competição.

A equipe contou com a orientação da professora Suselaine Fonseca, com trajetória consolidada na área de olimpíadas científicas, com doutorado no tema e experiência na condução de equipes em competições internacionais. Essa bagagem contribuiu para o desempenho do grupo e, posteriormente, para a sistematização do trabalho em formato acadêmico.

O que fica 

Embora ainda não haja iniciativas levadas ao mercado, o impacto da Ofir se manifesta em outra dimensão. “O mais importante é o que muda no estudante”, diz o prof. Marcos Roberto Silva. Ele observa que muitos participantes encerram o ciclo com outro olhar sobre ciência, tecnologia e sobre si mesmos. Há também os efeitos indiretos: o curso de Matemática do Câmpus Sudoeste tem registrado procura acima da média em comparação com outras licenciaturas. Para o professor, a Ofir ajuda a despertar esse interesse.

O reconhecimento do trabalho alcançou também o poder público municipal. Em dezembro do ano passado, a Câmara Municipal de Quirinópolis, sob proposição presidente da casa, vereador Cleilton Dias de Resende, concedeu uma moção de aplausos ao professor Marcos Roberto, destacando sua atuação na integração entre matemática, tecnologia e inventividade. "A Ofir materializou-se como uma intervenção real e tangível no tecido social, além dos limites territoriais de Quirinópolis e região. As experiências e produções ativadas com os ofirdianos não produziram apenas robôs, mas possibilidades para o bioma Cerrado, para a inclusão social, para a sustentabilidade, saúde pública, entre outros", enfatiza o docente. "Esse impacto direto é fruto de uma indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, e a valorização político-social representa o reconhecimento de que a produção de novidades e o cuidado com o mundo, dimensões éticas, estéticas e políticas que exaustivamente defendemos, são valores fundamentais para o desenvolvimento regional", conclui.

Próxima edição

A segunda edição da olimpíada está prevista para ocorrer entre agosto e novembro, com abertura e encerramento presenciais em Quirinópolis e participação on-line para equipes de outras localidades. A organização busca financiamento para ampliar a estrutura e profissionalizar o evento. Mas a proposta permanece a mesma: provocar um espaço em que estudantes possam experimentar, inventar e compartilhar saberes, transformando problematizações do dia a dia em conhecimento. Atualizações sobre o evento podem ser acompanhadas pelo Instagram e site oficial da Ofir.

Preocupação com a conservação: alunos do ensino fundamental constroem robôs pensados para dispensar sementes de fácil germinação por áreas degradas do Cerrado e para combater incêndios florestais

Apresentação dos trabalhos no Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepe|Quirinópolis) e no Encontro de Extensão (Enex|Quirinópolis)
Sessão solene na Câmara Municipal de Quirinópolis reconheceu trabalho desenvolvido no âmbito da Ofir (foto: Câmara M. de Quirinópolis)

 

(Comunicação Setorial|UEG)

Notícia publicada em 12/05/2026

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