
Neste dia 11 de fevereiro, quando é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) destaca mais uma iniciativa dedicada a promover a inserção de meninas na Ciência, desenvolvida no âmbito de seus câmpus e unidades universitárias. Desta vez, ação partiu da Unidade Universitária de Iporá, vinculada ao Câmpus Oeste da UEG. Estudantes, técnicos e professores dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas e do Mestrado Profissional Nacional em Rede em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua), ofertados na unidade, realizaram, em janeiro, a etapa de Imersão Científica do programa Futuras Cientistas.
O programa é uma iniciativa nacional voltada a estimular o interesse e promover a participação de meninas e mulheres no campo da ciência, tecnologia, engenharia e matemática – as áreas STEM. Ele é idealizado pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de outras instituições de pesquisa. O objetivo principal é reduzir as barreiras de gênero no meio científico, ao conectar alunas do ensino médio de escolas públicas estaduais e professoras da rede pública com experiências científicas práticas e formação cidadã. A Imersão Científica é um módulo intensivo, com atividades práticas, projetos orientados e vivências de pesquisa ao longo do mês de janeiro.
A UnU Iporá foi contemplada com duas propostas aprovadas e executadas durante as férias de janeiro, envolvendo estudantes do ensino médio e uma programação com atividades de laboratório e investigação aplicada a desafios locais. As propostas aprovadas deram origem a duas imersões científicas: “Entre secas e tormentas: imersão científica nas águas de Iporá”, coordenada pelo prof. Rhewter Nunes e com vice-coordenação da profa. Thatianny Alves de Lima Silva; e “Aromas na ciência: investigando a química e a biologia dos óleos essenciais”, coordenada pela analista de Gestão Governamental Victorina Bispo Aires e com vice-coordenação da profa. Marcela Christofoli.
A equipe organizadora das duas imersões científicas também contou com a participação das estudantes do curso de Ciências Biológicas Fabiane Silva Borges, Elen Carolina Ferreira Moura, Genesis Alejandra Valles Bueno e Maryeva Gonçalves Toledo; da doutoranda Gabriela Gomes Lima, do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais do Cerrado (Renac|UEG); das pós-doutorandas do ProfÁgua Jamira Dias Rocha e Isabela Pavanelli de Souza; da analista de Gestão Governamental Suzi Mari Brandelero; e da profa. Flavia Damacena Sousa Silva. Além disso, “Entre secas e tormentas” contou com o suporte dos professores Luciane Madureira de Almeida, Elisa Flávia Luiz Cardoso Bailão e Tálisson José da Silva Caetano para a realização de duas das etapas práticas.
Entre secas e tormentas
A imersão “Entre secas e tormentas: imersão científica nas águas de Iporá” foi estruturada em três eixos: (i) educação ambiental e percepção da população; (ii) DNA ambiental (eDNA) e análise da biodiversidade como bioindicador utilizando bioinformática; e (iii) avaliação da qualidade da água por indicadores de genotoxicidade e citotoxicidade. Já a imersão “Aromas da ciência: uma jornada interdisciplinar pelas ciências e potenciais dos óleos essenciais” teve como foco explorar, de forma interdisciplinar, a química e a biologia por trás dos óleos essenciais de plantas e seu potencial no controle biológico de fungos.
As imersões realizadas em Iporá contaram com a participação de oito estudantes da rede pública da cidade. Elas demonstraram engajamento e motivação em relação à carreira científica. Dados nacionais do Programa Futuras Cientistas indicam que cerca de 70% das participantes foram aprovadas no vestibular, e 80% delas escolheram cursos nas áreas de ciência e tecnologia, demonstrando o impacto do projeto no percurso acadêmico das estudantes.





(Comunicação Setorial|UEG, com informações da UnU Iporá)