
Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) realizou, na manhã da última terça-feira, 10, uma roda de conversa voltada ao protagonismo feminino nas áreas científicas.
A atividade integrou o projeto de extensão “Meninas nas Ciências: desvendando a química do cotidiano”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e coordenado pela professora Viviane Bonifácio, docente dos cursos de Química da UEG. O encontro reuniu professoras e pesquisadoras das áreas científicas da UEG e alunas do Câmpus Central – CET – Henrique Santillo, em Anápolis, e foi encerrado com um café da manhã coletivo.
A ação fez parte da programação do Global Women’s Breakfast (GWB), iniciativa mundial organizada pela International Union of Pure and Applied Chemistry (Iupac), em alusão à data. O evento ocorre anualmente com o objetivo de fortalecer redes de apoio e ampliar o diálogo sobre a participação feminina nas áreas científicas.
Durante a roda de conversa, professoras e estudantes compartilharam experiências, desafios e perspectivas relacionadas à trajetória acadêmica e profissional na área da Química. A proposta foi promover acolhimento, identificação e estímulo à permanência das meninas na ciência.
Espaço de diálogo e incentivo
A profa. Viviane Bonifácio destacou o papel da iniciativa na formação das estudantes: “esse projeto tem contribuído muito para que essas alunas conheçam mais a Química, se identifiquem com a Química e possam escolher seguir carreiras científicas”, ressaltou.
Entre as participantes, a estudante Hadassa Stefany enfatizou a relevância do projeto tanto para a formação acadêmica, quanto para a ampliação do alcance das ações junto a estudantes do ensino médio público de Anápolis, onde o projeto desenvolve atividades em parceria com escolas públicas. “É um projeto importante, pois nós, como meninas, temos que estar envolvidas com a ciência e participar de pesquisas e desenvolvimento. É um projeto também que inclui meninas de escola pública. A gente leva o projeto para outras meninas conhecerem e terem mais interesse pela ciência”, explicou.
Ela destacou ainda a importância da representatividade feminina na carreira científica. “Uma carreira científica pode desencadear muitas descobertas para nós, como mulheres. A gente pode ocupar um lugar melhor nesse ramo, porque, querendo ou não querendo, é um espaço meio misógino ainda, é um espaço que tem muitos homens, mas poucas mulheres”, afirmou.
Mais informações sobre o Global Women’s Breakfast podem ser consultadas no site da Iupac.
No perfil da UEG no Instagram, é possível conferir as entrevistas das participantes do projeto.




(Comunicação Setorial|UEG)