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Colégio de aplicação é destaque entre as públicas no Enem
O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni) é a escola pública com o melhor resultado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008. O Coluni obteve nota 76,66 na prova e a terceira posição no ranking, deixando para trás muitas escolas particulares de renome no País. O resultado dos colégios de aplicação das universidade federais no Enem são os melhores entre as escolas públicas, ao lado dos colégios militares. Entre as cinco melhores escolas públicas do País, quatro são de universidades federais.
Para o reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Luiz Cláudio Costa, o resultado é prova de que as escolas públicas "podem funcionar e prestar um grande serviço". Ele acredita que a infra-estrutura e os professores dessas unidades são os principais motivos do sucesso.
"Uma escola pública de qualidade se faz com um bom projeto pedagógico, infra-estrutura e pessoas. Nós temos um norteamento no Coluni, temos laboratórios e locais adequados para que os estudantes possam de fato exercitar suas a atividades e pessoas, que é o mais importante. Você tem que ter um quadro funcional qualificado e em dedicação exclusiva", avalia.
Segundo Costa, o Coluni tem uma proposta inclusiva e atende muitos alunos de baixa renda que precisam de "amparo". O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, diz que o bom resultado dos colégios de aplicação não é surpresa.
"O modelo une excelentes professores, excelentes alunos e um projeto pedagógico extremamente qualificado. O que precisamos é ampliar as possibilidades desses colégios como ambiente de formação. Nós esperamos que esse modelo possa ser replicado para as escolas públicas como um todo", diz.
Agência Brasil
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Goiás tem quatro escolas entre as 100 melhores
Resultado do Enem, divulgado ontem, mostra que todas são instituições particulares. Antigo Cefet é a melhor escola pública
Marília Assunção, de O Popular
Goiás tem quatro escolas entre as cem melhores unidades de ensino médio do Brasil. Todas elas são particulares e de Goiânia. São elas o Colégio WR, que alcançou a 6ª posição e nota média total de 76,26; o Colégio Visão, na 50ª posição e média de 72,45; o Colégio Olimpo, na 54ª posição e média de 72,31; e o Colégio Dinâmico, na 87ª posição e 71,42 de média total.
Os dados são do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação.
Entre as escolas públicas, o Instituto Federal de Educação (antigo Cefet) de Goiânia foi o melhor classificado do Estado, com a posição número 743, de 26 mil escolas onde o Enem foi aplicado. A média total dos 124 alunos da instituição que participaram do Enem de 2008 foi de 65,3, quase dez pontos abaixo da obtida no exame de 2007 – 74,4. Para assinantes, mais
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Na melhor escola pública do Enem 2008, os portões ficam destrancados e não há inspetor
Ana Okada, do UOL-Educação
A escola pública que obteve o melhor desempenho no Enem 2008 não tem portão trancado nem inspetor. Segundo a diretora, Eunice Bitencourt Bohnenberger, do Coluni (Colegio de Aplicacao da Universidade Federal de Viçosa), em Minas Gerais, na escola não há problemas de indisciplina e o índice de reprovação é muito baixo.
Em 2008, dos 160 alunos do terceiro ano, apenas quatro não passaram. "Nossa escola é bem diferente: aqui, o aluno é livre, mas tambem é responsável; por isso, eles não ficam matando aula", conta a diretora.
O bom desempenho não é novidade no colégio, que já esteve no primeiro e no segundo lugar em 2006 e 2007, respectivamente. "O resultado já era esperado porque já sabíamos que eles tinham ido bem no Enem. O segredo do resultado é o trabalho e a dedicação de todos", afirma Eunice.
O trabalho dos profissionais e alguns de fatores fazem do Coluni uma exceção entre as escolas públicas: ele está situado no campus de uma universidade; cerca de 80% dos alunos ingressantes vêm de outras cidades e têm que morar em repúblicas ou pensionatos; e a escola tem laboratórios e faz regularmente aulas em campo.
Professor valorizado
Além disso, os professores trabalham em regime de dedicação exclusiva e estão sempre fazendo treinamentos. "Dos 27 professores que temos, 5 estão pedindo licença para fazer doutorado, 1 mestrado e 1 pós-doutorado. Essas condições fazem a diferença; só do professor ter essa tranquilidade já é um diferencial", afirma Eunice.
Para ingressar no Coluni, os estudantes passam por dois dias de exames, sendo o primeiro composto por testes que abrangem português, matemática, ciências, história e geografia; e o segundo, por questões discursivas e uma redação. Entram 150 estudantes por ano, e o exame de 2009 teve 9,84 candidatos por vaga. No final do terceiro ano, o colégio tem índice de 80% de aprovação em faculdades públicas: "eles não prestam para faucldades particulares, todos querem públicas e são bem sucedidos", conclui a diretora.
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Melhor do Brasil no Enem 2008 tem ensino integral e faz prova aos sábados
Ana Okada, do UOL-Educação
O Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro, foi o melhor classificado no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pelo segundo ano consecutivo.
A escola obteve pontuação final de 80,58 pontos em uma escala de 0 a 100. Seus estudantes assistem às aulas em período integral e, para não perder tempo, fazem as provas aos sábados. "Eles têm provas em quase todos os sábados; ficam de fora só um ou outro, por causa dos feriados", explica a supervisora pedagógica Maria Elisa Pedrosa.
Tradição
O melhor colégio do Brasil tem média de aprovação de 90% nos vestibulares das faculdades públicas, segundo Maria Elisa. "Às vezes, a dificuldade deles está na escolha entre os cursos em que eles foram aprovados", diz Maria Elisa. Para a supervisora, não há fórmula mágica para o sucesso dos alunos. O bom desempenho é resultado do trabalho desenvolvido por eles e pelos professores, dentro de um modelo "tradicional" de estudo, que inclui formação religiosa.
Fundado em 1858, a instituição mantém a tradição de ter somente meninos entre seus alunos, seguindo os moldes das escolas do século 19. Segundo Maria Elisa, não há projeto para que a escola passe a aceitar meninas. "No geral, os alunos gostam que seja assim", conclui.
O colégio teve entre seus alunos personalidades como Jô Soares, Heitor Villa Lobos, Noel Rosa, Pixinguinha e Hélio de La Peña.
Notas no país
A segunda colocação no ranking do Enem 2008 ficou com o Colégio Bernoulli, outro particular, localizado em Belo Horizonte - que obteve 77,38 pontos entre os 100 possíveis.
O primeiro colégio público a aparecer na lista das escolas com melhores desempenhos também é de Minas Gerais. É o Coluni (Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa), com 76,66 pontos.
A menor nota foi registrada foi de 25,11 pontos e pertence a uma escola de ensino indígena de Tocantinópolis, no Tocantins.
Participação no Enem
Das 26.665 escolas de ensino médio que constam no Censo Escolar, 24.253 tiveram alunos concluintes participando do exame em 2008. Isso significa que 90,9% dos colégios cadastrados no MEC tiveram pelo menos um estudante na avaliação.
O banco de dados divulgado pelo MEC contém 32.923 instituições. No entanto, 6.905 ficaram sem a nota final. Isso porque não tiveram nem dez alunos participando da avaliação. Para não distorcer os resultados, o ministério deixa as escolas com poucos alunos sem conceito.
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Escola indígena do Tocantins fica com a nota mais baixa no Enem
Amanda Cieglinski, da Agência Brasil
Os dados divulgados hoje (28) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam não só as excelências no ensino, mas também problemas estruturais da educação brasileira. Na outra ponta do ranking, a Escola Indígena Tekator, de Tocantinópolis (TO) obteve a nota mais baixa entre todas as participantes: 25,1 pontos em uma escala de 0 a 100.
Para a diretora de ensino médio da Secretaria de Educação do Estado do Tocantins, Luzia América, é “desleal” comparar a educação indígena à não-indígena. “Há especificidades que precisam ser consideradas, como a questão cultural, a indefinição de uma proposta curricular e todo atendimento especial que é preciso dar a esse público. As provas do Enem não são voltadas para essa questão”, avalia.
O coordenador de educação indígena do Ministério da Educação, Gersem Baniwa, também concorda que o Enem não é instrumento adequado para avaliar o ensino das escolas indígenas. “O Enem e mesmo a Prova Brasil são voltados para a escola não-indígena, que leva em consideração os processos de aprendizagem e as metodologias das escolas não-indígenas. Esses povos têm seus contextos próprios de aprendizagem”, defende. Mais
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