Em carta enviada ao Ministro da Educação, Fernando Haddad, a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Luiza Rangel, apresentou algumas preocupações que vêm ocorrendo no dia-a-dia dos pós-graduandos. Entre elas ,o fato dos mesmos vivenciarem um período de grandes incertezas e atraso no pagamento de suas bolsas de pesquisa, bem como a ameaça de cortes. “Não percebemos nenhuma movimentação das agências de fomento no sentido de fazer cumprir o estabelecido no Plano Nacional de Pós-Graduação,” ressaltou.
Luiza Rangel demonstrou preocupação quanto a decisão de corte de auxílio Tese. O argumento do governo é de que o pós-graduando não tem mais necessidades deste recurso, que, segundo a presidente da ANPG, é concedido justamente no momento mais importante do processo de formação, a defesa da tese ou monografia. Ela frisou, ainda, que o atraso no pagamento da bolsa do pós-graduando é uma situação recorrente na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). E que a defasagem no valor das bolsas é insustentável para o bolsista,que é cobrado cada vez mais pelos programas.
“Lembramos que com o valor da bolsa, o pós-graduando paga o aluguel, alimentação, transporte, saúde, além de investimentos em sua formação como inscrições e passagens para congressos e seminários, publicação, aquisição de livros e revistas científicas ,fotocópias. É praticamente impossível fazer ciência.
Ela salientou a importância do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos que tramita na Câmara dos Deputados Federais. “Iremos envidar esforços para que possamos aprovar mais esta conquista para a pós-graduação brasileira,” disse.
Luiza Rangel aproveitou a carta para salientar que o ano de 2007 trouxe importantes notícias para o Brasil: o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da economia, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e o PAC da Ciência e Tecnologia. Na opinião da presidente da ANPG, esses planos renovaram o ânimo e fizeram acreditar que o Brasil está no caminho certo, possibilitando o avanço da ciência nacional em busca de nossa soberania e autonomia científica e tecnológica.
Ela disse que o lançamento do PDE e a criação de um órgão voltado para o apoio ao ensino básico em particular, são sinais de uma gestão que se preocupa com o sistema educacional como um todo. (Elisângela Santos)