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Cinemas, histórias e laranjeiras - Episódio 11

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Fotógrafo e realizador audiovisual formado pela UEG, Leonardy Sales construiu sua trajetória a partir de um olhar sensível para a imagem, inicialmente despertado na infância, entre fotografias da família e o fascínio por carros. Natural de Luziânia (GO), ele encontrou na universidade pública o espaço para experimentar, errar e consolidar seu caminho profissional. Nesta edição do Cinemas, Histórias e Laranjeiras, Leonardy conversa sobre formação, experiências de mercado e a importância de trabalhar com o que gosta.

CHL: Qual é a sua história até chegar na UEG?

Leonardy Sales: Bom, primeiramente, eu sou de Luziânia, Goiás. Não sou de Goiânia; sou mais um que vem do interior para fazer faculdade na capital do estado. Eu nasci lá, cresci lá, nunca morei em outro lugar ou em outra cidade. Então, lá é o meu lugar.

Sempre tive muito contato com a fotografia, com o vídeo, com o cinema. Todo o campo audiovisual sempre me atingiu muito, sempre me despertou muito interesse. Chegando ao fim do ensino médio, a gente se depara com aquela gama de cursos, aquele tanto de caminhos possíveis. Não sei exatamente por que, mas eu escolhi design; queria fazer design gráfico, estava com isso na cabeça.

Até que um amigo meu do ensino médio me mostrou o curso de cinema e audiovisual. Meu plano, até então, era fazer faculdade em Brasília, ali pelo entorno do DF e de Luziânia, porque não fazia muito sentido vir para cá. Mas a vida nos leva para muitos lugares, e a gente não tem tanto controle assim.

Fiz vestibular aqui, vestibular ali, e acabei passando no vestibular da UEG. Isso foi muito importante para mim, por ser uma universidade pública, tanto pela questão financeira quanto pela qualidade de ensino e pelo renome. Vim para Goiânia em 2020, bem assustado. Eu tinha 18 anos, era muito novo, e foi uma mudança bastante abrupta. Só o fato de ter trânsito na cidade, em qualquer hora do dia, já era algo muito doido para mim — aquele trânsito das sete da manhã e das seis da tarde.

Mas veio a pandemia. Tive, acho, três ou quatro semanas de aula presencial; as aulas foram suspensas e eu voltei para casa. Fiquei lá por dois anos, tendo aulas on-line e fazendo o curso remotamente. Não tranquei nenhuma disciplina, não fiz nenhuma pausa: apenas continuei o curso normalmente, como ele precisava ser seguido. Em 2022, as aulas voltaram, em abril, e eu voltei junto. Aí, sim, começou de fato a minha jornada em Goiânia.

CHL: Você entrou bem no olho do furacão ali, né?

Leonardy Sales: Foi.

CHL: Você comentou que sempre teve contato, ou pelo menos sempre se interessou, pelo audiovisual e pelo cinema. Você consegue se recordar de um primeiro momento, na sua infância ou adolescência, em que pensou: “Nossa, isso aqui é muito massa”? Teve algo específico que despertou isso em você?

Leonardy Sales: Com certeza. É engraçado, porque eu gostava muito de ver filmes, gostava de mexer com cinema, de acompanhar coisas sobre filmes e tudo mais, mas eu nunca me vi trabalhando com cinema especificamente. Naquela época, eu não me imaginava dentro de um set de filmagem.

Eu me sentia muito mais útil e confortável fotografando minhas coisas, minha família. Eu era o fotógrafo da família. As pessoas me entregavam o celular para eu tirar as fotos. Quando precisava gravar alguma coisa, era eu que gravava, eu que inventava. Comecei fotografando com o celular dos outros; depois tive acesso a um celular próprio e passei a fotografar com ele. Cheguei a fazer ensaios fotográficos usando só o celular, mais de uma vez. Então foi assim que a coisa começou.

Acho que tive esse despertar por volta dos 11 anos, quando comecei a perceber que eu tinha jeito para essas coisas e, principalmente, quando as outras pessoas também passaram a enxergar isso. Acho que partiu daí.

Eu sempre gostei muito de carros. Ia aos encontros de carros da região e voltava com a memória do celular cheia de fotos e vídeos. Inclusive, são arquivos que eu gostaria muito de ter acesso hoje, mas que acabaram se perdendo com a troca de celulares. Então partiu muito desse desejo de registrar, de tirar foto.

Hoje eu entendo melhor a sensibilidade do registro, mas, naquela época, eu gostava mais do visual, de registrar algo bonito, de fazer algo legal. Eu colocava filtros nas fotos, inventava moda. Era muito experimental.

CHL: Mas como foi o seu primeiro ano de faculdade? Qual foi a sua primeira impressão do curso?

Leonardy Sales: Nossa, eu queria dizer que foi uma maravilha, que fiquei muito encantado e muito feliz, mas, na verdade, passei o primeiro semestre inteiro querendo trancar o curso. Passei o primeiro semestre inteiro querendo sair. O motivo era simples: eu queria voltar para casa. Eu queria estar na minha cidade. Estava muito desconfortável em Goiânia, me sentia muito sozinho. Eu estava começando tudo do zero aqui.

Quando as aulas passaram para o formato on-line, isso me deu um pouco mais de fôlego. Era como se eu tivesse conseguido conciliar as duas coisas, como se minhas duas vidas estivessem acontecendo ao mesmo tempo. Mesmo assim, eu ainda tinha muitas dúvidas. Não sei se era a estrutura de ensino, não sei se era o peso de estar em uma universidade, mas eu me questionava muito: “Será que é isso mesmo? Será que eu estou no lugar certo? Será que eu estou fazendo o curso que deveria fazer?”. Começa aquele questionamento de se talvez não fosse o caso de tentar outro caminho.

Quando o primeiro semestre terminou — e, se não estou enganado, naquela época, na UEG, era preciso concluir o primeiro semestre para poder trancar o curso —, algo mudou. Ao final desse semestre, eu peguei gosto pela coisa.

CHL: E o que foi a chave dessa mudança?

Leonardy Sales: Acho que foi a disciplina de roteiro. A disciplina de roteiro do primeiro semestre foi mudando o meu jeito de ver o curso. Lembro bem dela.

CHL: Você lembra quem ministrava essa disciplina?

Leonardy Sales: A professora Jô Levi. Acredito que ela dê essa disciplina até hoje. Foi ali que eu pensei: “Caraca, estou em um curso de cinema, isso aqui é muito legal”.

A partir daí, com os trabalhos que a gente faz, você começa a perceber que olha para outros cursos e não consegue se imaginar neles, apenas naquele em que está. E então você entende: “Não, é isso mesmo”. E não é um olhar conformista, é um olhar com gosto, com prazer.

Nessa época, eu ainda não tinha amigos nem colegas de curso, porque estava em casa, tendo apenas interações on-line. Fazia trabalhos em grupo remotamente, não conhecia muita gente, mas, mesmo assim, passei a gostar muito do curso.

Foi uma jornada muito prazerosa. Claro que existem desafios, como em qualquer graduação, mas foi um processo muito positivo. Eu via o Leonardy de 11 anos, que gostava de tirar foto, de ver carros, de filmar e fotografar carros, podendo se expressar. Era como se eu pudesse conversar comigo mesmo, juntar aquele Leo do começo com o de agora e criar coisas que se transformavam nos trabalhos da faculdade.

O curso passou a fazer muito sentido para mim quando percebi que eu não precisava inventar nada mirabolante para dar conta dos trabalhos ou da vida acadêmica. Bastava ser eu mesmo. E isso já bastava.

CHL: O curso é bastante amplo. Você foi testando tudo ou já tinha, mais ou menos, um foco definido?

Leonardy Sales: Eu já tinha mais ou menos um foco, mas fui perceber exatamente o meu lugar mais para o final do curso. Sempre estive mais ligado à câmera, à equipe de câmera: fotografia, direção de fotografia, fotografia de estilo, edição e montagem. Isso sempre esteve dentro do meu conjunto de habilidades.

Eu apanhei muito para trabalhar com roteiro, muito mesmo. Tinha bastante dificuldade — e não era nem com a estrutura do roteiro em si, mas com a pergunta básica: “Que história eu vou contar?”. Eu não sabia o que contar. Sentia que não tinha nada para falar. Eu tinha muita coisa para filmar, histórias que gostaria de contar, mas que não eram minhas. Isso me gerou uma crise.

Durante o curso, fiz muita coisa em direção de fotografia, que era onde eu gostava de atuar, mas sentia muita falta de fotografar de fato, da fotografia estática. E a gente não faz cinema sozinho, mas ser fotógrafo é algo meio solitário. Ao mesmo tempo em que isso pode ser triste, também é bom, no sentido de que o olhar criativo é seu. Aquela foto é sua. Foi só mais para o final do curso que eu me dei conta de que o que eu gostava mesmo era de fotografar.

CHL: Teve algum projeto durante o curso de que você goste especialmente de lembrar?

Leonardy Sales: Teve, sim. Na verdade, vários. O trabalho de que eu mais gosto é o meu TCC, mas tem um outro que eu guardo com muito carinho. Ao mesmo tempo em que guardo com carinho, também guardo com um pouco de vergonha. A gente vai criando vergonha dos trabalhos antigos, né? Vai mudando, crescendo. Mesmo assim, foi um trabalho que fiz na disciplina do professor Marcelo Costa, acho que na disciplina de TV e Novas Mídias.

Foi no auge da pandemia, quando estava muito forte aquela lógica de programação vertical, de janela vertical, de criar conteúdo nesse formato. A proposta era criar um filminho vertical de até três minutos.

Eu estava com muita coisa na cabeça. Nunca tinha filmado carro de verdade, com um roteiro meu, uma ideia minha, câmera minha, com a equipe sendo só eu. Era a chance perfeita para criar em cima disso. E como o tema era livre, desde que tivesse uma história e uma narrativa, fez todo sentido.

Chamei um colega meu de Luziânia, o Antony Sampaio, que tinha um carro antiguinho, um carro bem legal. A gente gravou e o vídeo ficou muito bom. É um vídeo que ainda funciona hoje, mesmo sendo vertical. E foi ele que serviu como portfólio para que eu começasse a estagiar no CriaLab, em 2022.

Depois disso, esse colega acabou virando um grande amigo. É uma amizade que guardo até hoje. Então, é um vídeo muito especial para mim, porque tenho certeza de que, se eu não tivesse feito aquele trabalho, se não tivesse tido a oportunidade de produzi-lo, minha trajetória hoje seria completamente diferente. É estranho perceber isso.

CHL: E o seu TCC?

Leonardy Sales: Foi, sim. O meu TCC se chama Garagem 61. Eu sempre confundo o nome, porque ele inicialmente seria feito em Goiânia, mas acabou sendo feito em Luziânia.

A proposta do trabalho era pensar como juntar uma narrativa cinematográfica clássica com o jornalismo automotivo, com a linguagem da matéria jornalística. De um lado, cinema clássico; do outro, algo como uma matéria do Auto Esporte. Duas linguagens diferentes.

A pergunta era: juntando as duas, que produto surge? Eu tinha uma missão narrativa — contar uma história —, mas também tinha informação para passar. Pensando naquele carro como se fosse um lançamento de uma montadora, por exemplo, eu precisava apresentá-lo. O público precisava saber o que aquele carro tinha de diferente.

CHL: E como a gente pode assistir a esse projeto final?

Leonardy Sales: Garagem 61 está no YouTube, no meu canal.

CHL: Leonardy, você teve um projeto para a Netflix. Como foi essa experiência?

Leonardy Sales: O projeto para a Netflix foi uma ponte muito interessante. Foi um convite que apareceu de repente no meu e-mail, falando sobre um processo seletivo para um workshop que aconteceria em São Paulo, da Netflix Brasil.

Quando eu li, pensei: “Não é possível”. Achei que só podia ser fake, que tinha alguma coisa errada. Mas, ao mesmo tempo, tudo parecia muito sério. Então, eu entrei no processo e enviei tudo o que era necessário.

Depois, recebi a confirmação de que tinha sido selecionado para ir a São Paulo, ao escritório da Netflix Brasil, para participar desse workshop, que era voltado para fotografia de estilo. E, nesse momento, você ainda fica meio incrédulo, pensando: “Tá bom, vamos ver”.

Eles enviaram as passagens, cuidaram da hospedagem, da localização, de tudo. Mesmo assim, eu só fui acreditar de fato que aquilo estava acontecendo quando eu estava dentro do avião. A ficha demorou muito a cair. Mas aconteceu mesmo.

Participaram fotógrafos de todas as regiões do Brasil: Centro-Oeste, Sudeste, Norte, Nordeste, tinha gente de todo lugar. Foi um workshop muito bom. Muito mesmo. Ele me apresentou, de fato, o que é fotografia de estilo comercial, o que acontece fora de um ambiente universitário, no mercado de trabalho. O que se espera de você, como as coisas funcionam.

Além disso, tive contato direto com as exigências da Netflix: como a empresa trabalha, o que ela espera de um fotógrafo de estilo. Foi uma experiência muito rica.

CHL: E olhando para frente, quais são os seus projetos futuros?

Leonardy Sales: Projetos futuros são muitos. Um deles é o mestrado. A pós-graduação está, de fato, nos meus planos. Eu sempre tento priorizar a UEG, porque é um lugar onde me sinto muito à vontade e onde sou muito bem recebido. Então, o próximo passo é a pós-graduação.

Em relação a filmes, a gente sempre quer fazer muita coisa. Eu gosto muito de documentário, gosto muito de documentar. E, por mais que eu atue principalmente como fotógrafo, de vez em quando eu paro para dirigir também.

Tenho uma história que quero contar algum dia. É um projeto sobre o Natal nas periferias do Brasil, especialmente nas periferias aqui do nosso estado e de Luziânia, de onde eu venho. Eu acho muito interessante a forma como o Natal é vivido aqui: a celebração, a convivência das famílias, a presença do cristianismo em algum nível, mas tudo isso de um jeito muito diferente do modelo estadunidense. São outras questões, outros problemas, outras formas de viver essa data. E eu acho que isso precisa ir para a tela de alguma forma.

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CHL: Esse projeto já está mais engatilhado ou ainda está no campo da ideia?

Leonardy Sales: Ele ainda está mais no campo do pensamento, na fase de elaboração. Mas um projeto que já tem mais solidez para seguir adiante é o Garagem 61. Na verdade, ele é uma websérie. O episódio que está no YouTube é apenas o primeiro, mas a ideia é, de fato, dar continuidade e desenvolver vários episódios.

CHL: O que você, hoje, neste momento da sua trajetória, diria para quem está começando no curso?

Leonardy Sales: Cara, são muitas coisas. Acho que, em primeiro lugar, é aproveitar a oportunidade que você tem para errar. A hora de errar é agora. Então, não tenha medo nem preguiça de fazer coisas que você sabe que não poderia fazer fora da universidade.

Só a universidade te dá o amparo e o aparato para experimentar e fazer suas coisas. Esse é o primeiro ponto.

Em segundo lugar, acho muito importante aproveitar ao máximo os projetos de pesquisa e de extensão. Faça amizades com os professores, com os colegas, faça trabalhos, participe de projetos. É nesse processo que a gente realmente se descobre.

Essa ideia que a gente tem de “eu gosto disso, então vou fazer só isso” muitas vezes não se sustenta. Às vezes, ela dura apenas um semestre e depois se esvai. Você percebe que construiu muito mais uma imagem do que gostaria de ser do que aquilo que você realmente é.

Então, aproveite o curso. Aproveite mesmo. Porque ele não volta. Você não vai ter de novo essa idade, esses colegas, esse ambiente.

SOBRE O PROJETO "CINEMAS, HISTÓRIAS E LARANJEIRAS"

Em 2026, o curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás comemora 20 anos de vida. Jovem, mas já repleto de histórias, ele representa um marco significativo no contexto audiovisual do Estado, tanto em sua dimensão de pesquisa acadêmica quanto, e principalmente, na formação de profissionais de excelência que atuam no cenário local, nacional e internacional. A partir do curso, centenas de pessoas têm se dedicado a produzir cinema com gosto, cheiro e cor de Goiás, difundindo nossa cultura e sotaque através da mágica cinematográfica.

Para celebrar as conquistas e comemorar as duas décadas do curso, o CriaLab|UEG está realizando o projeto Cinema, Histórias e Laranjeiras. Até 2026, ele se propõe a colher depoimentos de egressos e egressas de destaque e de pessoas que ajudaram a construir o curso, e apresentá-los na forma de entrevistas que serão publicadas nos sites institucionais da UEG, e, ao final, reunidas em um e-book. Além disso, em 2026, o Projeto irá realizar o plantio de um pomar de laranjeiras na Unidade Universitária Goiânia-Laranjeiras com uma árvore dedicada a cada turma.

Sobre o CriaLab|UEG

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O CriaLab|UEG é o Laboratório de Pesquisas Criativas e Inovação em Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás, dedicado à formação, pesquisa e experimentação. Reúne docentes, pesquisadores, estudantes e profissionais no desenvolvimento de projetos audiovisuais. Com estúdios e equipes especializadas, produz conteúdos, realiza ações formativas e impulsiona inovação no audiovisual.

Em 2026, o CriaLab|UEG completa 10 anos. Em uma década, ele se consolidou como referência em pesquisa, formação e inovação no audiovisual. A data marca uma trajetória histórica no desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, produção de conteúdos e ações formativas que impactam a comunidade acadêmica e cultural.

Notícia publicada em 18/03/2026

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