O documentáio "Imbilino vai ao Cinema", dirigido por Samuel Peregrino, acadêmico do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG), foi selecionado para o CineBaru, que ocorrerá no próximo mês em Minas Gerais.
Em 2016, Samuel Peregrino conseguiu recursos no valor de 6 mil reais para a realização do documentário por meio do projeto "Curtas Universitários", desenvolvido pelo Canal Futura em parceria com a ABTU e a TV Globo. O projeto "O Matuto Imbilino Nas Aventuras Cinematográficas De Hugo Caiapônia: o Mazzaropi Do Cerrado”, orientado pelo professor Marcelo Costa, foi selecionado entre os 20 projetos audiovisuais de todo o país para serem exibidos em 2017 pelo Canal Futura e pelas TVs parceiras da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU).
Tudo começou em 2013, quando o diretor se interessou pelos filmes e o modo de produção de Hugo Caiapônia, ator, produtor, humorista e fundador da Gigante Filmes, aclamado em 2011 no Festival de Humor de Fortaleza como “o Mazzaropi de Goiás” no Teatro Chico Anysio. Em 2014, quando Hugo e seu primo, Aroldo de Andrade Filho, diretor de seus filmes, participaram da IV Semana do Audiovisual da UEG em Goiânia, Samuel os conheceu pessoalmente e conversaram sobre a possibilidade de um documentário sobre o método de produção adotado por Hugo. Contra toda a lógica do mercado audiovisual, Hugo já rodou cinco longas-metragens gravados sem recursos públicos. O caipira Imbilino é um fenômeno popular do atual cinema goiano, lotando salas de exibições no interior, mas pouco reconhecido na capital pelos críticos e pelo público de festivais.

Hugo Caiapônia e Samuel Peregrino
CineBaru
O CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema, terá em sua primeira edição quatro dias de programação na vila de Sagarana, distrito do município de Arinos, no noroeste de Minas Gerais, nos dias 26, 27, 28 e 29 de outubro de 2017.
Além da exibição de filmes, o CineBaru irá promover rodas de conversa, programação musical, oficinas e atividades infantis, levando a tela grande para uma comunidade desprovida de salas de cinema e também expondo e debatendo temas e inquietações presentes na região, principalmente os conceitos de Tradição e Mestres/as, Cidade e Sertão, Mulheres no Sertão, Meio Ambiente e Água, Agroecologia, Cinema e Ativismo, Literatura Roseana, Comunidades e Povos Tradicionais, etc.
O CineBaru tem o objetivo de mostrar o sertão mineiro ao mundo, o mundo ao sertão mineiro. Promover essa imersão no sertão tanto enquanto local de encontro cinematográfico quanto diante da formação de um novo público na agenda de festivais de cinema, fortalecendo essa rede de realizadores, moradores, produtores e pesquisadores. Em resumo: convivência cultural, social, política e artística por meio produção e exibição de filmes que inauguram um olhar nesse novo ambiente audiovisual. Fazer, exibir e viver cinema no sertão mineiro a partir de suas inquietações, saberes, dificuldades e valores.
Sinopse
(documentário universitário/2017/14min/cor)
A 318 quilômetros de Goiânia, na cidade de Caiapônia, nasceu o caipira Imbilino, personagem que protagoniza as tramas de Hugo Caiapônia, nome artístico de Hugo Batista da Luz, o cineasta que, contra toda lógica do mercado audiovisual, já rodou cinco longas-metragens gravados sem recursos públicos, lotando as salas de cinema por onde passa.
Ficha técnica

Produção de "Imbilino vai ao cinema"
Produção | Coletivo Cabeça de Câmera
Direção | Samuel Peregrino
Fotografia | Gustavo Cardoso, Ana Paula
Akino e Jônatas Borges
Som direto | Samuel Peregrino
Edição e colorização | Marcos Bruno Côrrea
Montagem | Samuel Peregrino e Marcos Bruno Côrrea
Trilha sonora original: "Natureza morta" - Gustavo Veiga (Composição: Carlos
Brandão/Gustavo Veiga)
Orientação | Prof. Dr. Rafael de Almeida
Apoio | Universidade Estadual de Goiás
Lista de filmes selecionados
1. A câmera de João (Dir. Tothi Cardoso, Goiânia-GO)
2. Ainda sangro por dentro (Dir. Carlos Segundo, Uberlândia-MG)
3. A retirada para um coração bruto (Dir. Marco Antônio Pereira, Cordisburgo-MG)
4. Arrudas (Dir. Sávio Leite, Belo Horizonte-MG)
5. A vida tem dessas coisas (Dir. Januário Jr, Paranoá-DF)
6. Buracão (Dir. Camila Oliveira e Teka Simon, Aldeia Barra Velha-BA)
7. Ciudades Visibles / Cidades Visíveis (Dir. Maria Elisa Macedo, Belo Horizonte-MG)
8. Dona Lurdes – Samba de roda de fiar (Dir. George Duarte, Anápolis-GO)
9. Eu não vou ao enterro de painho (Dir. Leandro Lopes, Conceição do Coité-BA)
10. Fervendo (Dir. Camila Gregório, Cachoeira-BA)
11. Imbilino vai ao cinema (Dir. Samuel Peregrino, Goiânia-GO)
12. Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali (Dir. Charles Bicalho e Isael Maxakali, Belo Horizonte-MG)
13. Latossolo (Dir. Michel Santos, Luís Eduardo Magalhães-BA)
14. Maria Cachoeira (Dir. Pedro Carcereri, Juiz de Fora-MG)
15. Marina – O sonho de Niemeyer no sertão sineiro que a ditadura abafou (Dir. Alexandre Guzanshe e Renan Damasceno, Belo Horizonte-MG)
16. Mulheres de Linhas (Dir. Paulo Miranda e Maria Fernanda Miranda, Goiânia-GO)
17. O homem que não cabia em Brasília (Dir. Gustavo Menezes, Brasília-DF)
18. Retomar para existir (Dir. Olinda Muniz Wanderley, Pau Brasil-BA)
19. Rosinha (Dir. Gui Campos, Brasília-DF)
20. Suco de Mangaba (Dir. Weslle Fellipe de Araujo, Faina-GO)
21. Travessia (Dir. Fred Bottrel, Belo Horizonte-MG)
22. Zé Carreiro, a Padroeira e o Congado (Dir. Carlos P. Reyna, Coronel Xavier Chaves-MG)