A Universidade Estadual de Goiás (UEG) recebeu, na última sexta-feira, 15, estudantes do Colégio Adventista de Anápolis, no Câmpus Central, para a realização das provas da competição de lançamento de foguetes da Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog). Organizado pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o evento mobilizou estudantes de todo o país.
Na UEG, a atividade reuniu alunos do ensino fundamental e médio, além de acadêmicos dos cursos de Engenharia Civil, Química Industrial e Farmácia, em uma troca de experiências práticas voltadas à popularização da ciência, ao incentivo à pesquisa aplicada e à exploração espacial.
Durante a programação, os estudantes da educação básica lançaram foguetes construídos com garrafas de politereftalato de etileno (PET), desenvolvidos a partir de conceitos de física, matemática e engenharia. Os projetos seguiram os critérios estabelecidos pela Obafog.
Os participantes que estiveram no Câmpus Central lançaram artefatos dos modelos 3, voltados ao ensino fundamental, que utilizam pressão de água e ar para impulsionar os foguetes; e do modelo 4, destinado ao ensino médio, com foguetes movidos a vinagre e bicarbonato.
A atividade de integração fez parte de uma ação de extensão coordenada pela professora Viviane Bonifácio, docente dos cursos de Química da UEG. Os acadêmicos acompanharam toda a atividade e foram responsáveis pelas medições das alturas e distâncias alcançadas pelos foguetes, alguns deles chegando perto dos 100 metros.
“Nós, como estudantes da Engenharia Civil da UEG, estamos muito felizes com a presença de alunos do ensino médio, com dedicação em conhecimentos mais avançados, como é a olimpíada de lançamento de foguetes. Estamos aqui para prestar o apoio necessário a eles na medição de distância, ajuda em cálculos com o lançamento dos foguetes e diversos assuntos que são importantes para eles. Muito legal ter esses alunos aqui porque incentiva essa troca de experiências entre nós, que estamos no ensino superior, com eles que estão no ensino médio ou saindo do ensino fundamental para esta nova etapa da vida”, afirmou o estudante Murilo Eterno, do 9º período do curso de Engenharia Civil.
A olimpíada incentiva o desenvolvimento do pensamento científico, do trabalho em equipe e da sustentabilidade, por meio da reutilização de materiais recicláveis na construção das estruturas. Durante a competição, os estudantes analisam variáveis como volume de água, pressão do ar e inclinação da base de lançamento dos foguetes, buscando melhorar o desempenho dos protótipos.
“Essa ação é importante especialmente por trazer mais para perto o pessoal do ensino médio para conhecer a estrutura da universidade, as atividades que a gente desenvolve aqui e trazer um pouquinho mais para perto a vivência dos alunos do ensino superior”, enfatizou a estudante Maria Luiza Silva, do 6º período de Química Industrial, que participou ativamente da medição das distâncias alcançadas pelos protótipos.
OBA/Obafog
A participação na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e na Obafog representa uma oportunidade de incentivo a novas vocações nas áreas de engenharia e ciências exatas.
As provas teóricas abordam conteúdos relacionados ao Sistema Solar, às estrelas, galáxias, foguetes e satélites. Estudantes com melhor desempenho nas categorias mais avançadas podem ser selecionados para a segunda fase da olimpíada e, posteriormente, integrar as equipes brasileiras que representam o país em disputas internacionais de astronomia e astrofísica.
A premiação inclui certificados para todos os participantes e cerca de 80 mil medalhas distribuídas entre ouro, prata e bronze aos estudantes com as maiores notas nos quatro níveis da competição.
(Comunicação Setorial|UEG)