O projeto de extensão "Serpentes: conhecer para se proteger e conservar", da Universidade Estadual de Goiás (UEG), participou, em março, de uma capacitação realizada no quartel do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, em Quirinópolis.
A atividade foi conduzida pelo biólogo José Silonardo Pereira de Oliveira, servidor técnico e colaborador do projeto; e pelo prof. Reile F. Rossi, com abordagem sobre resgate tático de fauna, biossegurança e identificação de serpentes peçonhentas e não peçonhentas.
Durante o encontro, foram discutidos aspectos técnicos relacionados ao manejo e resgate de animais silvestres. Entre os temas abordados estiveram a legislação ambiental, medidas de biossegurança, como o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), zoonoses e profilaxia, além de comportamento animal, com foco na identificação de sinais de estresse e na leitura do cenário de resgate.
A formação também contemplou orientações sobre o uso de equipamentos específicos de contenção, como ganchos herpetológicos e caixas térmicas, bem como o fluxo operacional do resgate, desde a triagem inicial até a destinação dos animais aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).
Outro ponto de destaque foi a abordagem sobre a miopatia de captura, condição que pode provocar necrose muscular em decorrência do estresse extremo durante o manejo, e as formas de prevenção. A identificação de serpentes também integrou a capacitação, com explicações sobre características como a presença de fosseta loreal em viperídeos e as exceções observadas em espécies como as corais-verdadeiras.
Para o professor Reile F. Rossi, a iniciativa reforça a integração entre universidade e instituições públicas. "A parceria possibilita a troca de conhecimentos científicos e práticos, qualificando ainda mais as ações de resgate de fauna, especialmente de serpentes, que frequentemente geram acidentes, medo e desinformação na população.", destacou.
O professor também destacou que iniciativas como essa ampliam o acesso ao conhecimento e promovem educação ambiental. "A atuação conjunta contribui diretamente para a segurança da sociedade, ao promover orientações sobre resgate, prevenção de acidentes e manejo adequado desses animais. Além disso, fortalece a conservação da biodiversidade, evitando a morte desnecessária de serpentes e incentivando práticas mais conscientes", afirmou.


(Comunicação Setorial|UEG)