Os alunos do curso de Gastronomia da Unidade Universitária de Pirenópolis da Universidade Estadual de Goiás (UEG) receberam na última terça-feira, 31, o dólmã, vestimenta tradicional de chefs que simboliza o início da formação acadêmica. A solenidade marcou a retomada da oferta do curso pela universidade após seis anos.
Ao todo, 25 estudantes participaram da cerimônia, que reuniu alunos, familiares, professores e gestores. Estiveram presentes a coordenadora da UnU, profa. Patrícia Rios; o diretor do Instituto Acadêmico de Ciências Sociais Aplicadas (IACSA|UEG), prof. Rodrigo Messias; além do coordenador dos cursos Superiores de Tecnologia da UEG, prof. Paulo Miranda.
A entrega do dólmã simboliza o ingresso dos estudantes no universo da gastronomia. Na abertura, a profa. Patrícia Rios destacou o significado do evento. “É com imensa alegria e profundo orgulho que nos reunimos hoje para celebrar um momento significativo no início da trajetória acadêmica dos nossos estudantes”, afirmou.
“A cerimônia do dólmã vai muito além de um ato simbólico. Ele representa o compromisso, a dedicação e o início de uma jornada profissional pautada pela ética, pela criatividade e pela excelência. Vestir o dólmã é assumir com responsabilidade e paixão o papel de transformar ingredientes em experiências e refeições em memórias”, completou.
A professora também ressaltou a importância da retomada do curso, cuja última turma havia sido aberta em 2020, para a formação de profissionais qualificados e o fortalecimento das atividades acadêmicas na unidade. Atualmente, a turma conta com 33 alunos matriculados.
Durante o discurso, Patrícia Rios destacou ainda a dimensão cultural e científica da gastronomia. “A gastronomia é uma arte, mas também é uma ciência, é cultura e identidade. Cada prato carrega histórias, tradições e apegos. E é exatamente isso que os nossos estudantes vão construir ao longo da sua formação. Não apenas técnicas culinárias, mas sensibilidade, respeito aos saberes e compromisso com a qualidade", disse.
Conhecimento múltiplo
O professor Rodrigo Messias agradeceu a presença de familiares e convidados e enfatizou o caráter simbólico da cerimônia. “Vamos pautar a ideia de que existe uma trajetória acadêmica, mas também um símbolo. Um símbolo pela veste, que liga vocês ao conhecimento, às tradições, à ciência, à arte; que liga vocês à disciplina e à vontade do querer fazer. O conhecimento é múltiplo”, disse, dirigindo-se aos acadêmicos. “É aqui que a universidade se insere, unindo conhecimento e arte, unindo a vontade de vocês às possibilidades que o mundo do trabalho oferece”, frisou.
Rodrigo Messias também desejou que a formação dos estudantes seja marcada pela leveza, destacando que a retomada do curso é resultado de esforços conjuntos. “Há algum tempo, nós vimos esse momento distante, e foram muitos esforços coletivos empreendidos”, salientou.
Estudantes
Escolhido para representar os colegas, o estudante Glauco Benami enfatizou a importância do momento. “O dolmã para mim tem um significado muito importante, porque marca o começo da nossa carreira profissional; o quanto a gente vai se dedicar e a responsabilidade que esse uniforme representa para o nosso curso. Além de nos proteger, ele vai acompanhar nossa jornada na faculdade”, disse.
Aos 58 anos, a estudante Cristina Novaes Barbosa de Oliveira iniciou sua primeira graduação. Ela já possui formação técnica na área pelo Instituto Federal de Goiás (IFG) e atua no ramo de alimentação em Pirenópolis, onde mora há 11 anos. Segundo Cristina, a aprovação no vestibular foi inesperada. “É um sonho que estou realizando”, afirmou. Ela concilia os estudos com o trabalho na produção de quitandas e café da manhã em pousadas e casas de temporada.
As expectativas em relação ao curso são altas. “É aprender muita coisa, porque não adianta só a prática; tem que ter a teoria também”, destacou.









Alunos do curso de Gastronomia da UnU Pirenópolis recebem o dólmã, que simboliza início da trajetória acadêmica
(Comunicação Setorial|UEG)