Estado de Goiás

Saiba mais sobre o Núcleo Livre  

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Um dos principais pontos da nova matriz curricular da Universidade Estadual de Goiás (UEG) é o reconhecimento da importância do protagonismo dos estudantes em suas formações. Pensando nisso, uma das novidades é a inclusão das disciplinas de Núcleo Livre, cuja escolha de qual delas irá cursar fica a critério dos próprios estudantes, de acordo com seus interesses, mesmo que estes não estejam, necessariamente, atrelados às suas áreas de conhecimento.

Aliás, a UEG reforça e estimula que os estudantes busquem disciplinas que os levem a explorar outros temas e, dessa forma, ampliem suas formações. Assim, estão aptos a aliar formação profissional e crescimento pessoal, colocando-se, eles próprios, como responsáveis por direcionar suas formações de acordo com seus interesses.

“Nós entendemos que qualidade de formação perpassa também oportunizar aos nossos estudantes conteúdos que os façam crescer pessoalmente. Apenas formação técnica e de área não garante que o estudante se torne um bom profissional. Isso porque a Universidade é também um espaço de experiências e debates que extrapola o conteúdo de disciplinas especificas da área de formação”, observa a pró-reitora de Graduação da UEG, professora Maria Olinda Barreto.

Pensar fora da caixinha

A professora Suely Cavalcante, coordenadora de Ensino da Pró-reitora de Graduação (PrG), explica que o Núcleo Livre promove a troca de experiências no ambiente acadêmico, levando o estudante a viver outras rotinas além da do seu curso. “Isso porque o Núcleo Livre pode, e nós insistimos que deve, ser feito em outros cursos, câmpus e até mesmo em outras instituições”, explica.

O que isso significa? Significa que a escolha das disciplinas necessárias para integralizar o curso não se encerra nas opções disponíveis nos próprios cursos. A professora Maria Olinda explica que a PrG tem feito um trabalho continuado de formação para que os câmpus ofereçam disciplinas abertas a estudantes de todos os cursos.

“O que precisa ficar muito bem definido é que as disciplinas de Núcleo Livre não devem ser pensadas como mais uma disciplina de curso. Em absoluto. O que nós buscamos são disciplinas que se transformem em espaços para que estudantes dos mais diversos cursos possam ter contato com outras questões além-curso. O objetivo é fazer com que o estudante tenha acesso a conteúdos de seu interesse, mas que muitas vezes não fazem parte da área de formação”, afirma.

As duas professoras percebem que a entrada do Núcleo Livre como componente da matriz curricular é um importante passo para o crescimento da UEG. “Universidade também é vivência, é troca, é experiência. Quando a UEG garante esse espaço na matriz curricular, ela avança na questão e promove maior intercâmbio de ideias e circulação entre os cursos e o câmpus. E isso dá vida à Universidade. Cria a dinâmica do estudante de explorar as potencialidade que a Universidade oferece. E também cria a oportunidade a muitos docentes de oferecer conteúdos que estão fora das disciplinas propostas na matriz curricular, mas não de seus interesses e do interesse de vários estudantes”, analisa a pró-reitora.

Por isso, não hesitem em pesquisar as disciplinas disponíveis nos seus câmpus, em outros câmpus ou mesmo em disciplinas oferecidas em outras instituições a estudantes externos antes de fazerem suas matrículas.

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(Fernando Matos | CeCom|UEG)

Notícia publicada em 19/01/2017
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