O último dia do Seminário de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis, que ocorreu em Goiânia entre os dias 7 e 9 de maio, foi marcado por discussões sobre os desafios para a sua consolidação, mostrando objetivos alcançados e também metas a serem almejadas. A gerente de extensão da Pró-Reitoria de Extensão (PrE), Andréa Kochhann, enumerou quatro: compreensão dos conceitos da extensão, acompanhamento, produção e divulgação das ações extensionistas em andamento, como por exemplo, mostrando os resultados em produtos ou trabalhos científicos. No dia ainda houve duas palestras da pró-reitora de extensão, Danúsia Arantes, e também uma fala do reitor da UEG, professor Haroldo Reimer.
Em sua fala, Andréa destacou que há uma visão ainda disseminada no imaginário acadêmico de que a extensão é um dos componentes de menor dimensão dentro do tripé Ensino/Pesquisa/Extensão que dá base à Universidade. No entanto, ela destacou que é papel dos envolvidos na área mostrar que todos os elementos estão em pé de igualdade e são unos e é para isso que a UEG está caminhando.
“No ano passado, durante o mesmo Seminário, foi discutida a institucionalização da extensão universitária, mostrando que ela tem o mesmo valor das demais áreas. De lá para cá tivemos pontos positivos alcançados com a produção científica a partir de atividades de extensão, com a produção de livros, artigos, entre outros produtos”, explicou. Um exemplo disso, foram três CDs entregues aos representantes de Unidades Universitárias com o registro, a documentação de alguns trabalhos de extensão realizados na UEG e que resultaram em produto científico.
Dentro da exposição de Kochhann foi apresentado um projeto de sucesso realizado pela professora Paula Chagas, da UnU Morrinhos, em que ela, no desenvolvimento de projeto de pesquisa, transformou a atividade em um projeto de extensão. O trabalho para um mestrado sobre o registro histórico na área de patrimônio em Morrinhos foi levado para uma escola pública, onde ela compartilhou os seus estudos com professores que, consequentemente, dividiram com os alunos os elementos do estudo. O resultado do trabalho resultou em um artigo científico que agora em junho será apresentado em um congresso internacional.
A professora Danúsia Arantes fez o encerramento do Seminário e foi a última a falar durante duas palestras na tarde ontem. “Apresentamos os encaminhamentos que dão sequência para os processos de normatização da extensão na UEG e também a proposta de sistematização de uma avaliação na extensão com indicadores de desempenho”, ressaltou ela se referindo ao Sistema de Avaliação das atividades extensionistas que deve ser implantado com a contribuição de todas as Unidades Universitárias ao longo deste ano.
Danúsia também fez uma reflexão sobre os desafios da instituição frente à articulação no ensino, pesquisa e extensão, conforme compromisso assumido entre as três áreas, de forma que a extensão evoluiu enquanto fazer acadêmico, demandando amadurecimento e avaliação contínua. “Há movimento grande para mostrar que aquele sentimento de sermos menores tem que ser superado. A documentação que temos mostra como a extensão está materializada na UEG”, ressaltou a pró-reitora, destacando que por meio da extensão a Universidade dialoga com seus parceiros e a sociedade.
Reitor
Antes da palestra de Andréa, ainda pela manhã, o reitor da UEG, professor Haroldo Reimer, esteve presente no Seminário e reforçou que é preciso discutir a extensão porque ela é parte importante na universidade. Reimer salientou que momentos como aquele, de discutir avanços para a extensão, são importantes para sociabilizar e conhecer a Universidade, e que a partir dos diálogos, professores, diretores e coordenadores adjuntos de extensão podem contribuir na construção e consolidação da Universidade Estadual de Goiás
Reimer ainda destacou a aprovação pelo Conselho Universitário (CsU) de 95 bolsas para a área extensionista que beneficiará acadêmicos que antes desenvolviam atividades nos projetos de extensão de forma voluntária. O auxílio será de R$ 400 e será pago mensalmente aos beneficiados.
Falando dessa conquista, o reitor também ressaltou outras da instituição, junto ao governo estadual, de demandas como a questão da adequação do plano de carreira na UEG, da transformação da Dedicação Exclusiva de gratificação para regime de trabalho, realização de concursos públicos para servidores e docentes e também da alteração do decreto que limita o teto financeiro para gasto com contratos temporários.




(Marcelo Tavares, com fotos de José Afonso)