
A Universidade Estadual de Goiás (UEG) lançou na manhã de hoje, 23 de abril, em Goiânia, a primeira edição do Prêmio UEG de Jornalismo, que faz parte das comemorações dos 14 anos da Universidade. Um café da manhã aconteceu no prédio do Programa Educando e Valorizando a Vida (EVV) e contou com a participação de profissionais da comunicação e também gestores da UEG. O edital, com todos os requisitos para inscrição do Prêmio, será publicado no segundo semestre deste ano no site da UEG (www.ueg.br). As inscrições acontecerão entre os dias 9 e 20 de dezembro de 2013.
O I Prêmio UEG de Jornalismo tem como objetivo premiar reportagens sobre a instituição entre 1º de janeiro e 7 de dezembro de 2013, no âmbito estadual, e dessa forma contribuírem para a melhoria dos processos da política educacional de ensino superior do Estado e à promoção da imagem institucional da UEG. Serão distribuídos R$ 30 mil em prêmios, sendo R$ 6 mil para o primeiro colocado nas categorias de Mídia Impressa, Telejornalismo, Radiojornalismo, Webjornalismo e Fotojornalismo. O tema central desta edição será “A Contribuição da Universidade Estadual de Goiás para o Desenvolvimento do Estado de Goiás”.

O coordenador geral de Comunicação da UEG, Dirceu Pinheiro, explicou sobre os requisitos para participação em cada categoria do prêmio e também lembrou das características para produção para cada mídia, “por isso, buscamos ser isonômicos no valor do prêmio, sem distinção para cada categoria”, explicou. Dirceu também ressaltou que Universidade busca fazer sua comunicação e divulgação da forma mais clara possível, “de forma que o reitor da UEG, Haroldo Reimer, nunca se furtou de falar ou estar em contato mais próximo com a imprensa.”
O reitor da UEG, professor Haroldo Reimer, esteve presente no lançamento do prêmio à imprensa e em seu discurso lembrou que a UEG por estar vinculada ao Governo é bastante visada no espaço tenso das disputas políticas, mas que mesmo assim se mantém como a quarta melhor universidade do Estado, estando a sua frente somente as instituições federais. “A UEG contribuiu e contribui para o desenvolvimento humano e tecnológico com a emissão de cerca de 70 mil diplomas nos 14 anos de existência da instituição”.Reimer também sublinhou que Universidade é uma instituição que fortalece a interiorização do ensino superior com sua presença em mais de 40 municípios goianos, contribuindo para que pessoas não residentes nas principais cidades do Estado, tenham acesso a graduação pública de qualidade, sem precisar se deslocar para região metropolitana da Capital.
No lançamento, o reitor afirmou que a UEG padece de uma série de fragilidades, algumas delas frequentemente mostradas na mídia, mas que a Universidade, com sua política institucional, “pode se tornar também protagonista de potencialidades já instaladas”. Um exemplo que ele citou foi que nos últimos 14 meses a UEG conseguiu mais que dobrar o seu quantitativo de cursos de mestrados, passando de dois para seis. Um deles, autorizado no ano passado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com nota 4, quando o de praxe é cursos iniciarem com a nota 3.

Haroldo Reimer ressaltou também que os jornalistas mantenham um olhar crítico, mas que possam vislumbrar, possam trazer à tona, as contribuições da UEG para o desenvolvimento do Estado e ações e passos que a instituição dá para a excelência acadêmica. “Estamos confiantes que nos próximos anos haveremos dado passos nesse sentido, tornado a Universidade melhor situada nos rankings de avaliações oficiais, mostrando a UEG como um espaço mais agradável para estudar e trabalhar. Também espero que, nas comemorações dos 15 anos, possamos entregar o prêmio e também uma série de avanços para a UEG.”
Além do reitor, estiveram presentes no lançamento do Prêmio UEG de Jornalismo, a vice-reitora da UEG, professora Valcemia Novaes; a pró-reitora de Graduação, professora Maria Olinda Barreto; a pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis, Danúsia Arantes; o diretor interino do Núcleo de Seleção e gerente jurídico da UEG, Karlos Matias Oliveira; e o coordenador geral do EVV, Hugo Paraguassu.
Concurso
Alguns jornalistas aproveitaram a oportunidade do Prêmio UEG de Jornalismo para questionar o reitor da UEG a respeito das provas dos concursos da Polícia Civil e sobre os números da abstenção nos certames. Para Haroldo Reimer, os números mais elevados em todos os concursos refeitos têm uma explicação lógica: muitos dos candidatos que não conseguiram acertar 50% das questões na primeira prova e não conseguiram estudar mais, percebendo que o ponto de corte é de 75 assertivas, desistiram. “A tendência era que alguns dos candidatos não iriam fazer deslocamento de outro estado, gastando passagem aérea, hospedagem e outras coisas mais para participar de um certame no qual ele sabia de antemão que as chances eram quase nulas de aprovação.”
Para Reimer, essa situação ajuda a explicar o percentual maior nas provas reaplicadas novamente. Segundo ele, isso costuma acontecer em outras instituições que aplicam provas semelhantes. “O fato da prova cancelada não é o primeiro caso. Muitas outras instituições no País verificam a mesma tendência. Os candidatos que foram mau na primeira prova dificilmente retornam a fazer novos dispêndios para refazer a segunda”.
O reitor também falou sobre as três questões que estão gerando dúvidas entre os candidatos que realizaram a prova para delegado substituto da Polícia Civil no último domingo, 21 de abril. Haroldo Reimer destacou que não acredita haver qualquer ação de novo cancelamento em virtude de três questões em um universo de 100. “Isso são 3%. Estas são questões jurídicas e quem conhece da área sabe que no direito nada é consensual, se não, não haveria livros de doutrinas com visão tão díspares como existem no universo jurídico”, explica.

"Os candidatos têm a partir de hoje a possibilidade de recorrer contra as questões, pelo site do Núcleo de Seleção. A banca responsável deverá responder os recursos no decorrer das próximas semanas. Se de fato for verificar que uma ou duas questões estiverem viciadas nas assertivas, não exitaremos em promover a anulação das mesmas antes da divulgação dos candidatos classificados para a próxima fase”, frisou Reimer. O reitor ainda fez questão de afirmar que durante o decurso dos demais concursos não houve incidentes, fora os candidatos que se autodesclassificaram por não observar normas do edital, que desabonasse a qualidade e o padrão da aplicação das provas pelo Núcleo de Seleção da Universidade Estadual de Goiás.
(Marcelo Tavares com fotos de José Afonso)